Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 28 de janeiro de 2026
A deputada estadual gaúcha Laura Sito (PT) protocolou ofício ao governo do Estado, pedindo reconhecimento de estado de calamidade pública diante da escalada de feminicídios. No documento ele menciona as dez mortes de mulheres nesse tipo de crime no Rio Grande do Sul em apenas 27 dias desde o início do ano, além do alto número de ataques: para cada óbito, há três sobreviventes.
Na avaliação da parlamentar, a medida possibilitará ações em caráter emergencial, bem como a flexibilização de procedimentos e a ampliação de investimentos essenciais, proporcionando assim mais recursos, maior agilidade e melhor coordenação entre os entes públicos. Ela argumenta que atual cenário configura uma emergência permanente:
“O feminicídio é a expressão mais brutal de uma violência estrutural e cultural profundamente enraizada em nossa sociedade. Não há como o Estado se omitir e nem tratar como casos isolados aquilo que, na verdade, apresenta um padrão sistemático”.
No documento, a deputada alerta para o agravamento da situação com a proximidade do Carnaval, período historicamente marcado pelo aumento da violência de gênero, especialmente em contextos de consumo de álcool e grandes aglomerações:
“Carnaval não pode ser sinônimo de medo para as mulheres. O governo precisa agir agora, com medidas excepcionais, antes que mais vidas sejam perdidas”.
Laura Sito também reivindica o reforço imediato da rede de proteção, com plantão ampliado nas delegacias especializadas e a mobilização extraordinária de recursos, dentre outras medidas. “O pedido busca garantir respostas urgentes e estruturais para conter a escalada da violência e impedir que o poder público siga se omitindo diante da morte de mulheres no Rio Grande do Sul”, finaliza.
(Marcello Campos)