Domingo, 17 de maio de 2026

Deputado federal que comanda Frente Parlamentar da Agropecuária reconhece avanços da gestão Lula, mas vê um enfraquecimento do Ministério da Agricultura

Apesar de reconhecer os avanços promovidos pelo governo Lula, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), disse que o setor agropecuário vem sendo “punido” por ter um posicionamento ideológico diferente. “O governo está, cada dia mais, falando para a sua própria bolha, e a bolha que o apoia é contrária ao agro”, afirmou Lupion ao jornal O Estado de S. Paulo. Segundo ele, a bancada deve chancelar um candidato após as convenções partidárias, em julho.

1. O ano de 2025 foi de tensionamento nessa relação entre Executivo e bancada agropecuária. O que podemos esperar para 2026?

Agora o governo começa a mostrar as garras do poder. O governo está, cada dia mais, falando para a sua própria bolha, e a bolha que apoia o seu governo é contrária ao agro. As demonstrações estão todas aí: resolução do Conama, resolução do Conselho Monetário Nacional, comitê gestor da reforma tributária querendo emissão de nota fiscal de produtor não contribuinte. Há uma série de cascas de banana que estão no caminho. Os pontos e as vírgulas que vêm nos decretos, nas portarias, nas resoluções, atrapalham muito o dia a dia.

2. O governo Lula não fez nada favorável ao agronegócio, na sua opinião?

Fez algumas coisas importantes, como a abertura de mercados que faz com que os nossos produtos cheguem mais longe. Isso não dá para negar, mas é uma política começada lá atrás pela ex-ministra Tereza Cristina e que foi continuada. Por outro lado, infelizmente, o Ministério da Agricultura perdeu totalmente o protagonismo.

3. A frente vai avalizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro?

Eu, particularmente, vou apoiá-lo. Não é possível dizer ainda quem a bancada vai ou não apoiar. Vamos ouvir todos os candidatos, como fazemos em todas as eleições, dar a mesma oportunidade a todos e, no período eleitoral, tomaremos a decisão do apoio formado da bancada. Tivemos uma experiência muito positiva para o setor e para os produtores no governo anterior (de Jair Bolsonaro).

4. E o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que tem relação histórica com o setor, também será chancelado pela frente?

Caiado é um amigo pessoal. Mas há toda uma conjuntura nacional que precisamos esperar até julho e agosto, que são os prazos para as convenções, para entender o que vai acontecer, se as candidaturas serão mantidas, quem estará no jogo, quem serão os vices. Hoje, a eleição se mostra totalmente polarizada.

5. O setor tem falado que vive uma tempestade perfeita.

Isso é resultado de uma série de fatores: aumento do custo de produção, a questão geopolítica internacional, os preços baixos das commodities, frete e diesel elevados, custo alto com mão de obra, crédito escasso e caro, produtores endividados, dificuldade de disponibilidade de fertilizantes, juros reais com custo efetivo de 20% ao produtor. Os problemas advêm do valor de comercialização dos produtos e da pressão do custo de produção. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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