Sábado, 21 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 8 de março de 2023
O deputado federal Sanderson (PL-RS), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusa o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de oferecer recursos de emendas para que parlamentares tirem seus nomes da lista de apoiamentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro.
A instalação do colegiado é incentivada pela oposição, que pretende centrar fogo no ministro da Justiça, Flávio Dino e integrantes do governo que podem ter se omitido diante da informação de que haveria o risco de invasão de prédios públicos. O presidente já disse que é contra a a criação da CPMI.
“Recebi a informação de que emissários do governo Lula estão oferecendo R$ 60 milhões em emendas para quem retirar a assinatura do requerimento para instalação da CPMI do 8 de janeiro. Em confirmando, vou buscar responsabilizar os envolvidos pela prática de corrupção ativa e passiva”, afirmou o deputado em suas redes sociais.
Na semana passada, a oposição conseguiu reunir as assinaturas necessárias para a instalação da CPMI. Inicialmente, haviam 189 assinaturas de deputados e 33 de senadores. São necessários 171 apoiadores na Câmara e 27 no Senado. Após a apresentação do requerimento iniciou-se uma guerra entre governistas e oposicionistas pela retirada e inclusão de nomes no requerimento.
A reportagem solicitou posicionamentos da Secretaria de Relações institucionais e da Casa Civil da Presidência. Se os posicionamentos forem enviados eles serão incluídos neste conteúdo. A reportagem também solicitou mais informações ao deputado Sanderson por meio de sua assessoria e as informações serão incluídas caso sejam disponibilizadas.