Terça-feira, 05 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 4 de maio de 2026
O governo federal informou que vai usar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas.
Esse dinheiro irá para um fundo público para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.
Balanço divulgado no mês passado pelo Banco Central mostra que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,55 bilhões em “recursos esquecidos” pelos clientes. Deste total:
* R$ 8,15 bilhões são recursos de 47 milhões de pessoas físicas;
* R$ 2,4 bilhões são valores de 5,06 milhões de empresas.
Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 14,14 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras.
Segundo o Ministério da Fazenda, será publicado um edital para que interessados possam reclamar os recursos esquecidos no período de 30 dias.
“Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate (pelos correntistas)”, informou o governo.
O Ministério da Fazenda argumenta que esses recursos, que hoje estão nas tesourarias das instituições financeiras, “passarão a gerar benefícios para todo o sistema financeiro, em especial para as famílias que renegociarem suas dívidas”.
Programa
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categoriais voltadas para:
* famílias (estimado em 20 milhões de pessoas)
* Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (estimado em 1,5 milhão de pessoas)
* empresas
* agricultores rurais (estimado em 800 mil pessoas)
“O Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos, vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, credito pessoal, procure seu banco”, afirmou o ministro.
Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fies, adiantou, na última semana, o presidente Lula.
Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto. (Com informações do portal de notícias g1)