Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Dezessete fundos imobiliários rendem mais do que o CDI, além de serem isentos de Imposto de Renda

A indústria de fundos imobiliários (FIIs) é bastante famosa entre os investidores pessoa física, que veem com bons olhos a possibilidade de fazer uma renda extra por meio de ganhos com dividendos. Além de serem isentos de Imposto de Renda, é possível encontrar FIIs com remunerações bastante atrativas, mesmo após um período de baixa para a renda variável. Um levantamento feito pela Economatica mostra que existem 17 FIIs no mercado com um rendimento em 12 meses acima dos 13,65% do CDI.

O campeão em remuneração é o JPP Allocation Mogno FII, que no último ano distribuiu em proventos 17,76% do valor de sua cota. Em reais, os investidores do fundo da gestora JPP Capital Gestão de Recursos ganharam R$ 18,27 por ativo em 12 meses.

Iago Whately, gestor dos FIIs da JPP Capital, diz que as perspectivas para 2023 ainda são positivas, mesmo com a possibilidade de corte na taxa Selic. “A queda dos juros reduz os custos de financiamento das empresas e estimula o mercado imobiliário, o que melhora a qualidade de crédito dos ativos detidos pelo fundo.”

Depois, o top 5 é composto pelos ativos Riza Akin FII, Cartesia Recebíveis Imobiliários, Ourinvest Jpp e Vinci Credit Securities. O rendimento do dividendo em 12 meses desses ativos é de 17,55%, 16,8%, 16,22% e 15,28%, respectivamente.

Receita

A maioria dos FIIs com dividendos acima do CDI pertence à classe de fundos de recebíveis ou fundos de papel, como também são conhecidos – apenas cinco dos 17 listados pela Economatica são considerados fundos híbridos.

A gestão desses ativos investe o dinheiro dos cotistas não em imóveis, mas em instrumentos financeiros do setor imobiliário. Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ou Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), por exemplo. Como boa parte desses títulos de dívidas são indexados ao CDI ou ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os fundos de papel conseguiram manter o rendimento por causa do ciclo de alta dos juros, que penalizou os ativos de renda variável nos últimos 12 meses.

“O cenário que vivemos era favorável a todo tipo de fundo de recebíveis, porque tínhamos um IPCA elevado, fazendo os indexados à inflação pagarem dividendos extraordinários, e a Selic subindo, beneficiando aqueles atrelados ao CDI”, diz Carlos Junior, analista-chefe de Fundos Imobiliários da Simpla Club.

À medida que os títulos que estavam lastreados em suas carteiras passaram a remunerar mais com a subida dos juros, os fundos repassaram essa rentabilidade ao investidor. “Um ‘papel fundamental’ para manter uma mínima atratividade na indústria de FIIs no período, já que os fundos de tijolos viram seus retornos derreterem, mas que já foi cumprido”, diz Renato Chanes, analista da Ágora Investimentos.

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