Sexta-feira, 05 de junho de 2026

Diplomacia de boteco

As rusgas internacionais provocadas pelo governo brasileiro evidenciam cada vez mais o despreparo do presidente da república e o seu Itamarati.

Conduzida por conceitos fundamentalistas de esquerda e isolacionistas pela sua essência, a política externa brasileira é um verdadeiro desastre que, na prática, tenta disfarçar ou sublimar sob o manto da soberania.

Puro engodo. Somos uma tragédia na arte de se relacionar com o mundo civilizado com casos que se sucedem ao redor do mundo e desaguam agora num problema econômico que serve apenas de plataforma política para as próximas eleições, ignorando os prejuízos à nação.

Estamos perdendo a guerra da boa política externa que, historicamente, proporciona relações comerciais interessantes e benéficas para qualquer país.

A aproximação inicial com algumas dessas nações transmitiu a falsa sensação de uma nova visão mais ampla e com um novo verniz para a ideologia ultrapassada e decadente que hoje ainda domina o Brasil.

Viagens à França e as gracinhas do casal presidencial por lá não impediram Macron de explodir com o acordo Mercosul-União Europeia para proteger os produtores franceses.

O gigantesco comboio político levado à China às custas do erário também não trouxe nada de novo, senão a devastadora entrada chinesa em segmentos da economia brasileira que deveriam ser preservados em nome da segurança nacional, e aqui empurrando o discurso da soberania foi para o ralo.

O anti semitismo assumido contra Israel beirando uma postura neonazista restringiu pesquisas e conquistas na área militar e médica pelo cancelamento de importantes acordos bilaterais com o país que detém a maior tecnologia global nesses segmentos.

Até mesmo entre os países árabes conseguimos provocar rejeição ao apoiar o Irã que atirava contra tudo e contra todos mostrando uma total falta de adequação e entendimento do que acontece no mundo real alheio à ideologia.

Ao receber aplausos bem pagos de parte do jornazismo brasileiro enaltecendo uma falsa postura anti-imperialista, mostramos o quanto a nossa política externa é medíocre em resultados e abundante em atecnicidade diplomática.

Estamos cada vez mais justificando a nossa classificação de anão diplomático que, logo parece evoluir para ameba, pela incompetência e militância despreparada que define a nossa atual política externa.

Nossa justiça já não é levada a sério mundo afora e as negativas aos muitos pedidos de extradição contra perseguidos políticos provam isso reiteradamente e de forma constrangedora.

Nossa diplomacia caminha a passos largos para o mesmo caminho.

*GUSTAVO VICTORINO
Deputado Estadual RS

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Esparrelas publicitárias nada edificantes
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