Domingo, 01 de março de 2026

Direita volta às ruas de todo o País, neste domingo, para tentar desgastar governo Lula e o Supremo

Desta vez sem o pastor Silas Malafaia na organização, a direita programou atos de rua para este domingo (1º) em todo o País. O foco das manifestações é desgastar a imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), associando-os a escândalos como o do banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Sob o mote genérico de “Acorda, Brasil”, os protestos terão na capital de São Paulo um diferencial: a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caso ele compareça à Avenida Paulista, será sua primeira participação em um evento do tipo desde que se lançou pré-candidato à Presidência da República.

Diferente do que ocorreu nos protestos do ano passado, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, não está entre os motes dos atos deste domingo. Apesar de parlamentares do PL pregarem um tema genérico como o “reequilíbrio dos Poderes” como motivo para o evento, o banco Master aparece como o motivador dos discursos.

Politicagem

Os atos também são anunciados em meio a críticas de alas próximas aos irmãos Bolsonaro, devido a uma suposta tentativa de promoção pessoal do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Para muitos, o protagonismo no atual momento político nacional não deveria ser do jovem parlamentar, e sim do presidenciável Flávio.

Líderes do PL tentam pacificar os ânimos junto a segmentos da direita, que tem presenciado uma troca de artilharia entre o grupo dos irmãos Bolsonaro e a turma mais próxima de Nikolas. A lista tem, ainda, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes ventilado como possível nomes nas urnas ao Palácio do Planalto – plano que parece ter se esvaído nesse cenário.

As críticas tratam de uma suposta falta de engajamento desse grupo à pré-candidatura do filho mais velho de Jair Bolsonaro. A liderança do deputado mineiro na organização do evento, no entanto, reforça a percepção de seus críticos de que ele segue carreira independente, longe da área de influência dos Bolsonaro.

No dia 25 de fevereiro, o PL teve reunião a portas fechadas para pregar união em torno de Flávio, depois que seu irmão e ex-deputado Eduardo Bolsonaro alfinetou publicamente Nikolas e Michelle. Esta, aliás, não compareceu.

Master

Há, no entanto, segmentos da oposição a Lula que alertam para o risco de se focar demais no caso do banco Master. “Pode ser perigoso, uma vez que muitos políticos da órbita do bolsonarismo estão implicados na crise. É um tiro no escuro”, resume uma fonte próxima a Flávio ouvida pelo Estadão.

Um dos exemplos é o governador bolsonarista do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Em depoimento à Polícia Federal (PF), Daniel Vorcaro – dono do Master – relatou ter conversado “algumas vezes” com Ibaneis sobre a venda da empresa ao Banco Regional de Brasília (BRB). Também citou que o governador esteve pessoalmente em sua casa,  embora Ibaneis negue ter tratado do assunto Master.

Outro caso é do governador fluminense Cláudio Castro (PL). A Rioprevidência, autarquia pública responsável por gerir o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, aportou R$ 960 milhões no Master. No mês passado, Castro exonerou o presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, depois que ele foi alvo da polícia numa investigação sobre supostas irregularidades. (com informações de O Estado de S. Paulo)

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