Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026

Dólar cai e fecha em R$ 5,40; Ibovespa sobe

O dólar fechou em queda de 0,34% nesta segunda-feira (5), cotado em R$ 5,4054. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 0,83%, aos 161.870 pontos.

Os desdobramentos da crise na Venezuela e as projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central (BC) deram o tom da primeira sessão desta semana, com investidores atentos a possíveis impactos nos mercados financeiros e de commodities.

Mudanças na composição do Ibovespa também ficaram no radar. O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro, dominou as atenções dos mercados nesta segunda-feira.

Durante audiência em Nova York, Maduro se declarou inocente de todas as acusações diante da Justiça dos EUA, alegando ser um “prisioneiro de guerra” do governo de Donald Trump.

O venezuelano é acusado pelos EUA de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a possa de armas e explosivos. Diante desse cenário, os preços do petróleo fecharam em alta, assim como os preços do ouro e dos títulos de dívida venezuelanos, refletindo expectativas de reestruturação da dívida do país sul-americano.

No Brasil, o boletim Focus trouxe as primeiras projeções do ano: economistas estimam queda nos juros, crescimento mais lento do PIB, inflação dentro da meta e câmbio estável.

A previsão para 2025 recuou para 4,31%, enquanto para 2026 subiu levemente para 4,06%. No mercado acionário, o foco ficou com a nova composição do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. A nova carteira do índice passa a incluir as ações da Copasa (CSMG3) e retira os papéis da CVC Brasil (CVCB3), conforme a última prévia divulgada.

Bolsas globais

Os principais índices de Wall Street abriram em alta nesta segunda-feira, com a recuperação das ações de tecnologia e os ganhos dos papéis de empresas petrolíferas após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em um ataque militar.

As ações de companhias como Exxon Mobil e Chevron subiam com força, assim como empresas de serviços petrolíferos, mesmo com os preços do petróleo recuando diante de temores de excesso de oferta.

O Dow Jones subia 0,19% na abertura, para 48.475,81 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,49%, para 6.892,19 pontos, enquanto a Nasdaq Composite avançava 0,92%, para 23.449.669 pontos.

Os mercados da Europa encerraram o pregão em alta, impulsionados pelo desempenho do setor de defesa, em meio ao aumento das tensões geopolíticas. A perspectiva de elevação nos orçamentos militares sustentou a valorização das ações do segmento, que atingiram o maior nível em quase três meses.

No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,94%, aos 601,76 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 600 pontos.

Entre as principais bolsas, Londres teve alta de 0,54%, com o FTSE 100 aos 10.004,57 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,34%, para 24.868,69 pontos, enquanto em Paris o CAC 40 avançou 0,20%, aos 8.211,50 pontos.

Já as bolsas asiáticas fecharam em forte alta, impulsionadas pelo setor de defesa.

Em Tóquio, ações de fabricantes como IHI Corp e Mitsubishi Heavy Industries dispararam, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, renovou recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo, apoiado também por papéis de tecnologia.

No fechamento, o Nikkei subiu 2,97%, a 51.832,80 pontos; o Kospi avançou 3,43%, a 4.457,52 pontos; e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,57%, a 30.105,04 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng ficou praticamente estável, com alta de 0,03%, a 26.347,24 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,38%, a 4.023,42 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 2%, a 2.581,52 pontos. (Com informações do portal de notícias g1)

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