Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 23 de novembro de 2022
O dólar fechou em leve queda nesta quarta-feira (23), diante da ata do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, divulgada à tarde. O documento revelou que as autoridades da instituição financeira americana veem redução do ritmo das altas de juros após quatro altas consecutivas de 0,75 ponto percentual.
A divisa recuou 0,05% nesta quarta, cotada a R$ 5,3734. No dia anterior, a moeda terminou o dia vendida a R$ 5,3762, em alta de 1,24%. Com o resultado mais recente, acumula alta de 4,03% frente ao real no mês. No ano, tem queda de 3,61%.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, voltou a fechar em queda nesta quarta, pelo segundo dia consecutivo. Investidores passaram a maior parte do dia aguardando a ata da última reunião do banco central dos EUA, e uma possível formalização da PEC da Transição, o que não se concretizou.
O indicador encerrou o dia em queda de 0,18%, aos 108.841 pontos. Desta forma, a Bolsa passou a acumular queda de 0,03% na semana, e de 6,20% no mês. No ano, ainda tem alta, de 3,83%.
Mercados
Após a divulgação da ata do Fed, as Bolsas americanas aceleraram a alta e o dólar passou a cair no exterior.
O número de pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos cresceu 17 mil solicitações na última semana, terminada em 19 de novembro, em relação ao período anterior, chegando a 240 mil pedidos. O número veio acima dos 225 mil pedidos projetados por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. E os pedidos da última divulgação foram revisados para cima, de 222 mil para 223 mil.
Enquanto isso, os surtos de covid na China aumentavam as preocupações sobre uma possível desaceleração de seu crescimento.
Pequim fechou parques, shoppings e museus na terça (22), enquanto mais cidades chinesas retomaram os testes em massa para covid, em meio a um aumento de casos que aprofundou a preocupação com a economia e diminuiu as esperanças de uma reabertura rápida.
No cenário local, investidores se mantêm atentos aos próximos passos em relação à PEC da Transição, que teve suas negociações adiada nesta quarta por falta de consenso, somado às preocupações com a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo e ao processo de escolha das equipes ministeriais oficiais de Lula.