Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Dólar fecha abaixo de R$ 5 e Bolsa sobe no último pregão antes da eleição

dólar comercial fechou esta sexta-feira (23) em queda de 0,90%, cotado a R$ 4,993, abaixo de R$ 5 no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrava alta de 0,64%, aos 205.433 pontos, na última consulta disponível, ainda sem confirmação do fechamento definitivo.

O resultado ocorre dois dias antes da votação que definirá a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A proximidade da eleição mantém o cenário político entre os fatores acompanhados pelos investidores, diante das possíveis repercussões do resultado sobre a política econômica, as contas públicas e as expectativas para os próximos anos.

A cotação do dólar abaixo de R$ 5 representa um movimento importante para o mercado de câmbio. A moeda norte-americana recuou em um dia marcado por ajustes nas carteiras de investimento e possível entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro.

A desvalorização do dólar pode contribuir para reduzir os custos de produtos importados e de insumos cotados na moeda norte-americana. O impacto sobre os preços ao consumidor, no entanto, depende também de fatores como transporte, margens das empresas e condições de oferta e demanda.

Na Bolsa, ações de grandes empresas contribuíram para a valorização do índice. Entre os destaques, os papéis da Petrobras subiram 1,45%, enquanto as ações preferenciais do Bradesco avançaram 1,09% e as do Itaú Unibanco tiveram alta de 0,83%. A CSN liderou as altas do Ibovespa, com valorização de 11,67%. Na ponta negativa, a Vibra recuou 2,81% e a WEG caiu 2,34%.

No cenário internacional, as bolsas norte-americanas fecharam em baixa, pressionadas pela alta dos preços do petróleo. O barril do Brent avançou 3,1%, para US$ 116,72, em meio a preocupações com a oferta global de energia após ataques houthis na Arábia Saudita. A valorização do petróleo aumenta as preocupações com a inflação e pode influenciar as decisões de política monetária das principais economias.

Os investidores também acompanham a trajetória dos juros nos Estados Unidos. As decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, influenciam o fluxo internacional de recursos e a atratividade de mercados emergentes, como o brasileiro.

No Brasil, além do resultado eleitoral, a atenção do mercado está voltada às perspectivas fiscais e aos sinais que o próximo governo dará sobre a condução da economia. As expectativas para as contas públicas, a inflação e os juros devem permanecer entre os fatores que influenciam o comportamento do câmbio e das ações na próxima semana.

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