Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Dólar fecha em R$ 5,18 e atinge o menor valor desde maio de 2024

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (9) em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,1878. O valor representa o menor patamar da moeda americana desde maio de 2024 e também o nível mais baixo registrado em 2025 até o momento, refletindo um movimento global de enfraquecimento do dólar diante de novas sinalizações vindas do exterior.

A desvalorização da moeda norte-americana ocorreu em meio a informações divulgadas pela Bloomberg News de que reguladores chineses estariam recomendando aos bancos do país a redução da exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os chamados Treasuries. A orientação teria como objetivo diminuir riscos nas carteiras das instituições financeiras, diante de um cenário de maior incerteza econômica global.

A notícia reforçou, entre investidores, a percepção de que ativos americanos vêm perdendo atratividade, o que pressionou o dólar frente a diversas moedas internacionais, incluindo o real. O movimento foi acompanhado por maior apetite por ativos de países emergentes ao longo do dia.

No cenário externo, o mercado também reagiu a declarações do assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. Segundo ele, o crescimento do emprego nos Estados Unidos pode perder força nos próximos meses. A avaliação reforçou expectativas de que o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, adote uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, especialmente em relação ao ritmo de cortes ou manutenção dos juros.

O noticiário político internacional também esteve no radar dos investidores. Entre os destaques do dia, esteve a vitória de António José Seguro como novo presidente de Portugal e o avanço do Partido Liberal Democrata (PLD) no Japão, que conquistou dois terços das cadeiras do Parlamento sob a liderança da primeira-ministra Sanae Takaichi.

No Brasil, o mercado acompanhou novas declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Galípolo comentou a situação do Banco Master, que está em liquidação extrajudicial desde novembro do ano passado, e afirmou que o caso gerou uma reação considerada desproporcional em relação ao porte da instituição.

Na agenda econômica, o Boletim Focus apontou nova redução na projeção de inflação para 2026, agora estimada em 3,97%. A temporada de balanços corporativos também segue no centro das atenções. O BTG Pactual divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 40,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Com o resultado desta segunda-feira, o dólar acumula queda de 0,62% na semana, recuo de 1,14% no mês e desvalorização de 5,48% no ano.

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