Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 25 de fevereiro de 2026
Durante o evento realizado nessa quarta-feira (25) na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo deo Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), em Porto Alegre, o governador gaúcho Eduardo Leite apresentou um conjunto de dados que, segundo ele, mostram a evolução do Estado. “A mudança é comprovada por indicadores fiscais, sociais e econômicos”, enfatizou.
“Podem gostar ou não do governador, mas os números atestam essa realidade”, prosseguiu. “O foco da atual gestão foi enfrentar problemas estruturais que travavam o desenvolvimento, porque o Rio Grande do Sul nunca foi grande por causa de algum governo, mas um governo fragilizado limita a força de nosso empreendedorismo.”
A principal transformação, segundo o governador, começou pelo ajuste das contas públicas. Em 2019, o gasto com pessoal consumia 78,3% da Receita Corrente Líquida (RCL); em 2025, o índice caiu para 63,2%. O déficit previdenciário, que representava 30,3% da RCL (R$ 12 bilhões), foi reduzido para 15,6% (R$ 10,1 bilhões), com economia acumulada de R$ 14,4 bilhões em seis anos.
Além disso, o Estado quitou a dívida de R$ 9,9 bilhões com o Caixa Único, deixou de sacar recursos de contas vinculadas e recompôs depósitos judiciais, que chegaram a ter 95% de uso. O funcionalismo, que enfrentou 57 meses de salários parcelados, recebe em dia há cinco anos, com antecipações do 13º.
“Organizar as contas não é um fim em si mesmo. É o que permite investir e prestar melhores serviços à população”, ressaltou.
Leite também anunciou que o Rio Grande do Sul deixou a nota “D” e alcançou a “C” em Capacidade de Pagamento (Capag), indicador da Secretaria do Tesouro Nacional que avalia a saúde fiscal dos entes federativos. Desde a criação do indicador, essa é a primeira vez que o Estado sai da pior classificação.
“A melhora amplia a credibilidade no mercado, sinaliza maior capacidade de honrar compromissos e abre espaço para operações de crédito com aval da União, fortalecendo a capacidade de investimento”, ressaltou. “Isso revela que temos um Estado mais confiável e em condições reais de sustentar novos investimentos.”
Capacidade de investimento
Ainda segundo ele, a capacidade de investimento do Estado também avançou: “O volume aplicado diretamente pelo governo saiu de 2,3% da RCL, em 2019, para 10,7% em 2024 e 8,9% em 2025, sem atrasos a fornecedores.
“Convênios com municípios cresceram 14 vezes, passando de média anual de R$ 34,8 milhões (2010-2019) para R$ 539 milhões (2020-2025)”, exemplificou. “Em rodovias, os investimentos do Daer subiram de R$ 150 milhões para R$ 848 milhões por ano. No Porto do Rio Grande foram R$ 500 milhões aplicados de 2022 a 2025, 15 vezes mais que nos 11 anos anteriores.”
Ao encerrar, Leite reforçou que o Estado ainda enfrenta desafios, mas que os indicadores mostram uma trajetória consistente de melhora. “Não está tudo resolvido, mas estamos muito melhores do que estávamos. E isso os números tornam inegável”.
(Marcello Campos)