Sexta-feira, 24 de maio de 2024

É impossível evitar inchaço dos aeroportos no carnaval, diz ministro do Turismo

Enquanto o governo Lula ainda estuda como reduzir o preço das passagens aéreas, a aparente contradição brasileira de ter bilhetes nas alturas e aeroportos lotados será uma tônica do carnaval de 2024. Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, a superlotação é um problema global, e é impossível blindar o País desse inchaço.

“Os aeroportos no mundo todo têm apresentado excesso de passageiros. Se você for pegar um voo em Madri, em Londres, em Dubai, você vai ver, estará lotado de gente”, afirmou o ministro. Segundo ele, “não dá para evitar que o Brasil não esteja suscetível a isso”. De acordo com pesquisas feitas pelo Ministério do Turismo, mais de um terço da população brasileira deve viajar no carnaval.

Alçado ao cargo em julho por indicação do União Brasil, Celso Sabino, porém, defende a estrutura aeroportuária brasileira, diz que é preciso ser “ufanista” e “aconselha” todo mundo a viajar dentro do Brasil. “Em Londres, são quase duas horas de fila na imigração. Aqui, a Polícia Federal dá celeridade. Nessa fila de imigração [no exterior], você não vê ninguém reclamando. No Brasil, se você precisa esperar 30 minutos, o brasileiro reclama do seu próprio País”, declarou.

O ministro tem um mantra para tentar blindar o setor da crise de segurança pública: nas viagens internacionais, vai destacar que o Brasil está entre os 15 países mais seguros do mundo para viajar em 2024, de acordo com pesquisa da seguradora americana Berkshire Hathaway Travel Protection, ligada ao megainvestidor Warren Buffett.

Para Sabino, o Brasil não está aquém de outros países. “Temos uma infraestrutura de grandes aeroportos, e boa parte deles será ampliado pelo PAC. Então, eu vejo que nós não estamos devendo nada para ninguém, não”, concluiu.

Orçamento

Sobre o veto do presidente Lula a emendas do Orçamento da União e que teve o Ministério do Turismo como um dos mais afetados, Sabino disse que irá trabalhar com as ferramentas que tiver, e buscando a máxima eficiência. “Se nós tivermos aqui R$ 1 para investir, vamos trabalhar com esse R$ 1. Se for, R$ 1 bilhão, trabalharemos com R$ 1 bilhão. Vamos jogar conforme a regra do jogo”, enfatizou.

Questionado se espera que o veto seja derrubado pelo Congresso, Sabino afirmou “ que esse é o processo legislativo: o governo propõe, o Congresso promove alterações, o governo sanciona ou veta, e depois volta para o Congresso derrubar ou manter os vetos. Funciona dessa forma na democracia”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Funcionários do Banco Central marcam greve de 48 horas e entregam cargos de chefia em massa
Ministro da Fazenda afirma que órgão federal identificou irregularidades no programa de apoio a setor de eventos
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play