Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Eduardo Bolsonaro pede ao Supremo processo contra Guilherme Boulos por apoio a invasões

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um processo contra o também deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP). Em notícia-crime apresentada à Corte, assinada também pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS), Eduardo quer que Boulos seja responsabilizado por suposta apologia ao crime, por ter se manifestado em apoio a invasores de terras em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Assinada no último dia 25 e protocolada no STF no dia 1º, a ação de Eduardo e Pollon afirma que Guilherme Boulos fez apologia aos crimes de esbulho possessório e de terrorismo. “Promove o agente uma completa inversão de valores ao exaltar como legítimos os atos de terrorismo rural consistentes na expropriação, esbulho e turbação de terras alheias”, diz o documento, endereçado à presidente do STF, ministra Rosa Weber.

Ao defender as ocupações feitas no anunciado “Carnaval Vermelho” da “Frente Nacional de Luta”, Boulos publicou no último dia 22 um vídeo no Instagram no qual disse que os sem-terra foram “expulsos” de terras por “milícias montadas por fazendeiros” e “jagunços” bolsonaristas. “Nós vamos acompanhar esse caso para denunciar, que é um absurdo a organização de milícias no campo no Brasil”, declarou o deputado do PSOL.

Apologia ao crime

Para o deputado Marcos Pollon, a atitude de Boulos legitima atos criminosos contra a propriedade privada e colabora com a insegurança no campo. O parlamentar pontuou que a ação apresentada ao STF busca impedir que o Parlamento seja apoiador deste tipo de crime de alguma forma.

“Se temos parlamentares que referendam a prática de crimes, homenageiam criminosos e referendam os seus atos, qual país estamos construindo?”, criticou Pollon. “Congressistas não podem homenagear criminosos, essa é uma atitude abjeta. Cria um ar de normalidade para um crime, além de fomentar a violência no campo. Esses movimentos jogam gasolina numa situação que já é delicada, usam as pessoas carentes como massa de manobra para fazer proselitismo em cima da miséria alheia, dando a falsa impressão que o caminho social para resolver o problema delas é a violência. Isso não pode ser tolerado.”

A notícia-crime apresentada ao STF por Eduardo Bolsonaro e Pollon pede que Boulos seja responsabilizado pelos seus atos. Os parlamentares alegam que o deputado do PSOL fez um discurso que pode incentivar a prática de crimes.

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