Terça-feira, 28 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 27 de julho de 2026
O governador Eduardo Leite alertou ontem, em uma entrevista coletiva no Palácio Piratini, para o alto volume de chuvas previstos para os próximos dias no estado. Ao lado dos prefeitos de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), e de Alvorada, Douglas Martello (PL), presidente da Granpal (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre), secretários e técnicos do governo, o governador abandonou a posição defensiva após uma sucessão de críticas sofridas no contexto do atual debate sobre o clima, que precede a campanha eleitoral.
Eduardo Leite admitiu que os atuais modelos meteorológicos não conseguem prever com precisão todo o volume de chuvas nem o momento exato em que os rios atingirão suas cotas de inundação. Ele garantiu que o foco das ações integradas é evitar a perda de vidas.
– Preparação não é estarmos blindados para que nada aconteça. Se alguém sugere ou promete que algo possa ser feito em eventos que não tenham qualquer impacto na cidade de uma comunidade essa pessoa está mentindo. Eventos climáticos extremos trarão algum impacto ao Rio Grande do Sul, como em qualquer lugar do mundo”, afirmou Eduardo Leite.
Segundo o governador, os impactos existem “e nos preparamos não para evitar os impactos climáticos, mas para evitar desastres e para evitar principalmente a perda de vidas durante estes eventos. E importante que nós tenhamos essa consciência coletiva”.
Sebastião Melo: “aplicamos R$ 200 milhões por ano em drenagem na capital”
O prefeito de Porto Alegre Sebastião Melo, que participou da entrevista coletiva no Palácio Piratini, defendeu maior participação do Governo Federal no apoio a estados e municípios na prevenção de catástrofes climáticas. Melo descreveu a série de investimentos e providencias que a capital vem realizando, mas alertou que “a questão climática exige atenção do governo federal, governo do estado e municípios, que se complementam”.
Melo defendeu a criação de uma taxa de drenagem urbana: “em Porto legre, só para manutenção da drenagem aplicamos R$ 200 milhões por ano”, informou o prefeito.
À tarde, Sebastião Melo realizou uma reunião de alinhamento no Centro Integrado de Coordenação de Serviços da Cidade (Ceic) para definir estratégias de atuação e garantir uma resposta rápida e coordenada diante dos impactos previstos para os próximos dias.
Reta final na formalização de candidaturas ao Piratini
Até domingo a fotografia da disputa ao governo do estado estará concluída no Rio Grande do Sul. Já confirmados Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) com seu vice Edegar Pretto (PT), faltam as convenções que confirmarão Marcelo Maranata (PSDB) na quinta-feira, e Gabriel Souza (MDB) no sábado. A vice de Zucco será definida sábado na convenção do PP: a deputada estadual Silvana Covatti. O vice de Gabriel Souza será provado domingo, na convenção do PSD: o deputado estadual Ernani Polo.
Polêmica no adesivo Anti-Manuela
Candidata ao Senado, Manuela D’Avila (Psol) denunciou ontem um adesivo no qual ela é mostrada como alvo da direita com o slogan “Anti Manu”, atribuindo o fato ao candidato a governador Luciano Zucco (PL), como um ato de violência da direita.
Após a denúncia de Manuela, a candidata a deputada federal pelo Novo, Julia Zardo veio a público denunciar que a candidata ao senado produziu uma fake News. Julia Zardo disse que o adesivo é seu, e que o seu material de campanha foi alterado pela candidata Manuela , para atribuir sua autoria a Luciano Zucco.
Julia Zardo ironizou a fake News da esquerda e assumiu a autoria do adesivo “anti-Manu”:
– Eu sou a candidata anti-Manuela e anti-vitimismo de mulheres”, afirmou.
MDB decide por neutralidade na eleição presidencial
O diretório nacional do MDB decidiu ontem adotar a neutralidade na disputa presidencial. Em convenção nacional, a legenda liberou os diretórios estaduais e todos os filiados a fazerem campanha para o candidato à Presidência que preferirem.
O MDB, que teve três ministérios ao longo de quase todo o terceiro mandato do presidente Lula, tentou emplacar o candidato a vice, numa manobra da chamada ala governista do partido. Como prevaleceu a posição majoritária de neutralidade, não houve avanço nesse movimento.
Em Estrela, Ministério do Turismo realiza atendimento técnico sobre Fungetur e Cadastur
Em nota encaminhada ao jornalista Flavio Pereira, o Ministério do Turismo informa que vai realizar nesta quarta-feira (29), em Estrela (RS), atendimento técnico sobre o Fundo Geral de Turismo (Fungetur) e o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). A ação visa orientar e tirar dúvidas de empreendedores do setor. A partir das 9h, na Câmara Municipal de Estrela, empreendedores, gestores públicos e profissionais do setor poderão tirar dúvidas sobre ações da pasta. A iniciativa contará com a presença do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que atenderá a imprensa pela manhã.
Em ano eleitoral, a febre de pisos salariais na Câmara dos Deputados.
O Congresso vive uma febre de pisos salariais. Levantamento do Congresso em Foco revela que o número de projetos para criar ou reajustar pisos saltou de 20 para 110 nos últimos anos. A pressão envolve médicos, dentistas, garis, assistentes sociais e profissionais da educação, mas poucas propostas viram lei, apenas servem para demarcar espaços no período eleitoral.
A mais recente pérola da demagogia é de autoria do deputado Ilacir Bicalho (Republicanos-MG). Ele apresentou na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4.789/2026 , que institui um piso salarial profissional nacional para motoristas empregados no transporte rodoviário de cargas que atuam em operações de longa distância.
A proposta fixa o salário-base da categoria em R$ 5 mil mensais e determina reajuste anual com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O projeto considera como operação de longa distância aquela em que o trabalhador permanece fora da base da empresa e de sua residência por período superior a 24 horas.
Lula veta piso para zootecnista
Ontem, o presidente Lula vetou integralmente projeto que criava o piso salarial para os zootecnistas. No veto publicado no Diário Oficial de ontem, governo alegou que a proposta não apresentava estimativa de impacto, nem demonstrava adequação orçamentária e financeira. O veto será analisado pelo Congresso, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo.
Por Flavio Pereira.