Terça-feira, 14 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de abril de 2026
Homenagem na Câmara
O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) desembarca no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira para receber o título de Cidadão de Porto Alegre em cerimônia na Câmara Municipal. A honraria é uma iniciativa da vereadora Natasha Ferreira (PT), que destaca a histórica relação do parlamentar paulista com a capital gaúcha em fóruns de democracia participativa. Durante o evento, no Plenário Otávio Rocha, a vereadora protocolará um projeto de lei inédito que propõe a instituição da Renda Básica de Cidadania no âmbito municipal. A proposta busca aplicar localmente a principal bandeira de Suplicy, prevendo um suporte financeiro universal para enfrentar os desafios da informalidade e da automação no mercado de trabalho. A agenda inclui ainda uma palestra do homenageado sobre o tema, com acesso ao público.
Reconfiguração no secretariado
O governador Eduardo Leite anunciou ontem (13) a segunda rodada de ajustes no secretariado estadual, definindo quatro novos titulares para pastas estratégicas do primeiro escalão. Na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o médico veterinário Márcio Madalena, que atuava como adjunto, assume a titularidade, enquanto André Kryszczun deixa a Chefia de Gabinete para comandar a Secretaria da Cultura. A Secretaria da Mulher passa a ser chefiada por Ana Costa, egressa da adjuntoria da Saúde, enquanto a própria pasta da Saúde terá como titular Lisiane Wasem Fagundes, ex-diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada. A reconfiguração do primeiro escalão – que terá novas alterações anunciadas nos próximos dias – ocorre a partir das saídas de lideranças anteriores para a disputa eleitoral e reorganização partidária.
Emprego protegido
A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) protocolou na Câmara um projeto de lei para garantir a proteção obrigatória dos vínculos de trabalho em processos de desestatização federal. A proposta assegura que os empregados de empresas estatais sejam absorvidos por outras entidades da administração pública indireta, preservando o regime celetista. O texto também garante a irredutibilidade salarial e a manutenção de vantagens adquiridas, transformando parcelas incompatíveis em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). Segundo a matéria, o custeio das transferências deve ser bancado com recursos dos próprios leilões ou do Fundo Nacional de Desestatização. Fernanda avalia que a medida é necessária para evitar que o ônus social das reestruturações econômicas recaia exclusivamente sobre os trabalhadores.
Rede de receptação
Em oitiva nessa segunda-feira na CPI dos Fios na Câmara de Porto Alegre, a delegada Fernanda Amorim detalhou aos vereadores do colegiado a complexidade da rede de receptação de metais no Rio Grande do Sul. A titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio explicou que o crime envolve uma cadeia que abrange desde lavagem de capitais até condições de trabalho “insalubres, periculosas e indignas” em centros de sucata. Segundo a delegada, investigações apontam que materiais furtados no interior são consolidados na Capital para posterior envio a outros estados, motivando apreensões recentes de mais de oito toneladas de cabos. Diante do cenário, a Polícia Civil defendeu a cassação definitiva de alvarás para estabelecimentos reincidentes e a retirada de fiação ociosa para diminuir a exposição ao delito.
Fraude no home care
Na Região Missioneira, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do RS prendeu ontem (13) uma acusada de integrar organização criminosa especializada em fraudes no serviço de home care em Santo Ângelo. A ação é um desdobramento da Operação Home Cash, deflagrada originalmente em 2025, e ocorreu após a constatação de que a investigada seguia operando o esquema mesmo após o recebimento da denúncia pela Justiça. Segundo o promotor Diego Pessi, o grupo utilizava novas empresas em nome de terceiros para desviar verbas públicas destinadas a tratamentos domiciliares obtidos por via judicial. As investigações apontam que a reiteração criminosa comprometia diretamente o atendimento de pacientes, gerando prejuízos ao erário e riscos à saúde pública regional. A prisão preventiva foi requerida para garantir a ordem pública, uma vez que medidas cautelares anteriores não foram suficientes para interromper as atividades ilícitas da organização. (Por Bruno Laux – Instagram: @obrunolaux)