Segunda-feira, 04 de julho de 2022

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Eficácia da vacina da Pfizer contra casos assintomáticos e leves de covid cai à metade em 6 meses

No combate ao novo coronavírus, duas doses da vacina Pfizer/BioNTech são “altamente eficazes” na prevenção de hospitalizações e de casos graves da infecção por pelo menos seis meses. No entanto, a proteção para casos assintomáticos e leves cai quase pela metade no mesmo período, segundo estudo com três milhões de voluntários.

Publicado na revista científica The Lancet, a eficácia global da vacina da Pfizer/BioNTech caiu de 88% em um mês após a administração de duas doses para 47% após seis meses. A vantagem é que, neste mesmo intervalo, a eficácia contra hospitalizações se manteve, na média, em 90%. Inclusive, a proteção também foi mantida para variantes, incluindo a delta.

No total, os pesquisadores analisaram registros de saúde de três milhões de pessoas entre dezembro de 2020 e agosto de 2021. Durante o estudo, 5,4% das pessoas foram infectadas pelo coronavírus. Entre os contaminados imunizados, 6,6% foram hospitalizados. O tempo médio desde a vacinação completa foi de três a quatro meses.

“Nosso estudo confirma que as vacinas são uma ferramenta crítica para controlar a pandemia e permanecem altamente eficazes na prevenção de doenças graves e hospitalização, incluindo a delta e outras variantes preocupantes”, afirmou a principal autora do estudo e pesquisadora do Kaiser Permanente Medical Care, Sara Tartof.

Dose de reforço

Segundo os autores do estudo, as descobertas complementam os dados preliminares já divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, e do Ministério da Saúde de Israel. Mas as organizações sugeriram que a proteção contra casos leves ou assintomáticos diminuía significativamente em seis meses.

“Esta publicação descreve evidências da vida real dos EUA sobre a eficácia da vacina da Pfizer/BioNTech, avaliada com base nas informações de um grande banco de dados de saúde do Kaiser Permanente Medical Care”, comenta Penny Ward, professor do King’s College London e pesquisador não envolvido no estudo.

“Em geral, se o objetivo da vacinação é prevenir a doença e prevenir a disseminação contínua da infecção, a informação sugere a necessidade de reforços seis meses após a conclusão do primeiro esquema de vacina, particularmente entre os mais vulneráveis, nos quais a infecção pode levar a casos mais graves doença e morte. Essa abordagem já foi adotada no Reino Unido, onde a campanha de reforço está em andamento”, completou Ward sobre o uso das doses de reforço.

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