Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 15 de janeiro de 2026
Apesar da pesquisa Quaest, divulgada na última quarta-feira (14), apontar melhora no desempenho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), integrantes do governo com assento no Palácio do Planalto avaliam que permanece aberta a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumir a candidatura presidencial em outubro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará a reeleição.
Segundo um auxiliar do presidente petista, as recentes movimentações de Tarcísio indicam que ele mantém vivo seu projeto nacional. Na terça (13), o governador publicou nas redes sociais um vídeo gravado no ano passado, no qual faz críticas ao PT. Em resposta, sua esposa, Cristiane Freitas, comentou: “Nosso País precisa de um novo CEO, meu marido” mensagem que recebeu uma curtida de Tarcísio.
Uma ala do governo acredita que, diante do cenário atual, Jair Bolsonaro que cumpre pena em Brasília por tentativa de golpe de Estado em 2023 dificilmente abrirá mão da liderança política da direita para apoiar Tarcísio. No entanto, mesmo esses auxiliares reconhecem que o quadro pode mudar até o início de abril, prazo final para a desincompatibilização do governador paulista.
A pesquisa Quaest mostra que Flávio Bolsonaro, apontado pelo pai como pré-candidato, avançou nas intenções de voto, variando entre 23% e 32% nos cenários de primeiro turno. Em dezembro, o senador registrava entre 21% e 27%. Na simulação de segundo turno contra Lula, Flávio perde por 45% a 38%; em dezembro, a vantagem do petista era de 46% a 36%.
Na avaliação do governo, Flávio é considerado um adversário menos perigoso que Tarcísio devido à sua alta rejeição. O levantamento da Quaest revelou que ambos têm desempenho semelhante no segundo turno: Tarcísio perde para Lula por 44% a 39%. Α principal diferença está na rejeição: Tarcísio tem 43%, enquanto Flávio soma 55%, patamar semelhante ao de Lula, que aparece com 54%.
De acordo com um assessor presidencial, Tarcísio, por ter perfil mais moderado, teria maior capacidade de atrair o eleitorado de centro grupo que, no primeiro turno de 2022, votou em Simone Tebet (MDB).
Nas projeções do Planalto, em um confronto com Flávio, esse eleitorado, ao rejeitar a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, poderia novamente optar por Lula, repetindo o cenário de 2022. Em disputas apertadas, esses votos podem ser decisivos. Lula venceu Bolsonaro no segundo turno por 50,9% a 49,1% dos votos válidos. (Com informações do jornal O Globo)