Quinta-feira, 09 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 8 de abril de 2026
Durante agenda em Brasília, o governador gaúcho Eduardo Leite voltou a defender o projeto de lei nº 5.122, que prevê autorização para o uso de recursos do fundo social do pré-sal no refinanciamento de dívidas de produtores rurais afetados por calamidades, como é o caso do Rio Grande do Sul. O assunto foi tratado com um ministro e dois integrantes do Congresso Nacional.
Ele se reuniu com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), reforçando a busca de apoio à proposta em tramitação no Legislativo federal. “Tereza Cristina [que comandou a pasta da Agricultura durante o governo do presidente Jair Bolsonaro] é uma voz comprometida com o agronegócio e está engajada na defesa da securitização das dívidas dos produtores”, frisou.
O chefe do Executivo do Rio Grande do Sul também conversou com Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde o projeto se encontra no momento. Durante a conversa foi reforçado o pedido para que seja designado um relator para o texto e o encaminhamento para votação no Plenário da Casa.
“Apontamos um caminho factível, financeiramente sustentável e responsável com as contas públicas para viabilizar um caminho para o agronegócio gaúcho e brasileiro”, reiterou Eduardo Leite.
Durante sua série de compromissos pela capital do País, o governador gaúcho também se encontrou com o novo titular do Ministério da Agricultura e Pecuária, André de Paula. A pauta inclui um detalhamento da situação do Estado e o pedido de maior colaboração e atenção por parte do governo federal em relação ao tema:
“Vamos seguir insistentemente nesta luta e demandar o governo federal, que até aqui não se sensibilizou o suficiente com a causa, para que conheça o tamanho da dor dos nossos produtores e possa ajudar na tramitação desse projeto”.
Em suas tratativas sobre o assunto, Eduardo Leite tem mencionado o fato de o Rio Grande do Sul amargar perdas com quatro estiagens severas nos últimos seis anos e, de quebra, as enchentes de 2023 e 2024. Esse somatório de catástrofes natuais causou impacto significativo à produção, agravando questões como o endividamento dos produtores.
De acordo com estimativas da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), no período de 2020 a 2025 o Estado perdeu quase 49 milhões de toneladas de grãos. Isso fez com que o agronegócio gaúcho deixasse de faturar mais de R$ 126 bilhões: para se ter uma ideia da magnitude desse prejuízo, basta mencionar que tal montante supera a metade do Produto Interio Bruto (PIB) gaúcho em um ano.
(Marcello Campos)