Quarta-feira, 04 de março de 2026

Em dois anos, Porto Alegre registra queda de 53% nos furtos e roubos cometidos durante janeiro

Dados da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) apontam no Centro Histórico de Porto Alegre uma redução significativa, em janeiro, nas ocorrências dos dois principais crimes patrimoniais. Foram 367 registros de furto no primeiro mês de 2024, contra 195 em igual período deste ano (-53,1%), enquanto os roubos passaram de 145 a 78 (-53,7%).

Cabe ressaltar que tais números e índices tendem a ser maiores na realidade que na estatística oficial. Isso porque muitas pessoas não comunicam as autoridades sobre o incidente, seja por medo de represália ou devido a descrença na possibilidade de que o item será recuperado e o criminoso preso.

Para quem não está familiarizado às definições previstas na legislação brasileira, o furto se caracteriza pela subtração “silenciosa” de dinheiro, documento ou objeto, ou seja, sem contato físico ou verbal entre criminoso e vítima. Pegar a carteira sem que o dono perceba, por exemplo. Ou levar cabos de cobre da rede elétrica de um poste.

Já o roubo, popularmente chamado de “assalto”, envolve ameaça, intimidação ou agressão. Um caso típico é aquele em que o sujeito aponta arma para alguém, exindo a entrega do celular. Ou então o indivíduo que derruba no chão uma idosa para levar sua bolsa.

A esse cenário positivo é acrescentada a conclusão de um levantamento produzido pelo Centro de Liderança Pública (CLP) ao longo do ano passado, mostrando um salto de posição da cidade no ranking das capitais consideradas mais seguras do País. Antes em 24º lugar, a cidade agora ocupa a 3ª posição.

O secretário municipal de Segurança, Alexandre Aragon, atribui os resultados ao trabalho integrado entre as forças de segurança e ao planejamento estratégico adotado pelas autoridades:

“Esses números não são fruto do acaso, e sim resultado de um trabalho planejado, integrado entre as forças de segurança e com foco em resultados. Saltar da 24ª posição para o 3º lugar no ranking nacional mostra que Porto Alegre está no caminho certo. E os dados do Centro Histórico comprovam isso. Continuaremos firmes para garantir que essa transformação chegue a cada bairro da nossa capital”.

Além da redução dos indicadores criminais, a melhora na sensação de segurança também é apontada como reflexo das políticas públicas implementadas nos últimos anos. “Com a combinação de policiamento integrado, planejamento estratégico e estímulo à ocupação urbana, o Centro Histórico se consolida como vitrine da nova fase da segurança pública em Porto Alegre”, enfatiza o portal prefeitura.poa.br ao noticiar o fato.

“Centro+”

Paralelamente às ações de segurança, a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG), por meio do programa “Centro+”, tem apostado na reocupação qualificada do espaço urbano como estratégia de revitalização e prevenção. Dentre as iniciativas está o projeto Graffiti Sinfônico, que revitalizou a Travessa Passarinho e o entorno, levando arte urbana a áreas antes degradadas.

Eventos apoiados pelo Executivo municipal também reforçam essa dinâmica. A Oktoberfest na rua Sete de Setembro, por exemplo, reuniu mais de 20 mil pessoas em uma tarde de domingo, no ano passado.

Titular da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG), Cezar Schirmer ressalta: “O que traz vida ao espaço urbano são as pessoas, e esse é o nosso objetivo no Centro Histórico. Apoiamos e incentivamos ações e eventos que estimulem a participação do público na região. Quanto maior a circulação, maior a sensação de segurança e a dinamização econômica do Centro”.

(Marcello Campos)

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