Terça-feira, 28 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 27 de abril de 2026
Em um evento fechado com investidores realizado na quinta-feira passada, em São Paulo, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) defenderam o nome do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) como opção considerada ideal para ocupar a vice-presidência em uma eventual chapa encabeçada pelo parlamentar na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.
Segundo relatos de participantes, uma das avaliações apresentadas durante o encontro foi a de que Zema reuniria características vistas como complementares ao perfil de Flávio. Entre os atributos mencionados por interlocutores estavam senioridade política, trajetória administrativa e experiência acumulada no comando do Executivo estadual, fatores considerados relevantes para compor uma candidatura nacional.
Outro argumento citado no debate foi o de que a escolha de Zema poderia transmitir ao eleitorado uma mensagem de moderação e segurança institucional. Integrantes presentes afirmaram que a eventual indicação do ex-governador serviria como demonstração de que Flávio buscaria um parceiro com “compliance total”, em vez de alguém vinculado ao que classificaram como “Centrão esquemeiro”.
O movimento em favor do mineiro incluiu comparações históricas com composições presidenciais anteriores. De acordo com participantes, Zema poderia desempenhar papel semelhante ao exercido por Marco Maciel ao lado de Fernando Henrique Cardoso ou por José Alencar na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, nomes frequentemente lembrados como vices de perfil conciliador e influência política relevante.
Durante as conversas, outro nome mencionado foi o da senadora Tereza Cristina (PP-MS). A referência ocorreu em meio à avaliação de que a ex-ministra apresenta bom desempenho em levantamentos de opinião e poderia agregar eleitoralmente em diferentes segmentos. Entre os pontos destacados por presentes esteve também o fato de ser mulher, aspecto visto por alguns como potencial ativo político em uma composição nacional.
Na rodada de falas, aliados do senador indicaram que a definição sobre o vice deve ocorrer apenas em julho. A estratégia, segundo relatos, seria aguardar novas pesquisas de opinião para medir qual nome demonstraria maior capacidade de ampliar alianças e atrair votos em diferentes regiões do país.
Também houve espaço para revisões sobre decisões anteriores. Conforme participantes, esse grupo reconheceu que a escolha do general Walter Braga Netto como vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022 foi um erro estratégico, sob a avaliação de que ele não trouxe ganho eleitoral relevante naquele momento.
O encontro ocorreu no Hotel Fasano e reuniu empresários ligados a um curso promovido por Rafael Ferri. Entre os palestrantes convidados estavam o deputado Filipe Barros (PL-PR), o deputado Ricardo Salles (Novo-SP) e o secretário Guilherme Derrite (PP-SP). (Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo)