Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Em Porto Alegre, estátua da padroeira dos Navegantes é conduzida em procissão da Zona Norte até o Centro Histórico neste domingo

Uma procissão terrestre a se realizar em Porto Alegre na manhã deste domingo (22) conduzirá a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes desde o santuário da padroeira na Zona Norte até a Igreja do Rosário, localizada no trecho da rua Vigário José Inácio entre Andradas e Otávio Rocha (Centro Histórico). Remadores devotos da santa estão encerrados do transporte do andor.

A programação prevê uma missa celebrada pelo arcebispo metropolitano, Dom Jaime Spengler, a partir das 9h. Em seguida, será a vez da caminhada, que percorrerá diversas vias do 4º Distrito até o templo religioso na região central.

Patrimônio imaterial da cidade desde 2010, a festa conta com a participação de comunidade paroquial, autoridades e fieis. Esses últimos, na tradição católica, fazem do evento uma ocasião para também agradecer por conquistas, curas e outras realizações atribuídas à santa – conhecida como Iemanjá para os adeptos de cultos afrobrasileiros, muitos dos quais também participam da celebração.

Já na terça-feira (24) será iniciada a novena preparatória, com missas anteriores à data comemorativa de 2 de fevereiro, Dia de Nossa Senhora dos Navegantes/Iemanjá. O mote é a procissão em caminho inverso, quando os devotos conduzem a imagem da padroeira de volta ao Santuário de Navegantes.

31ª Festa da Uva e Ameixa

Também neste domingo, das 9h às 19h, será realizado o último dia da 31ª Festa da Uva e Ameixa de Porto Alegre. O evento tem como local a Praça Nossa Senhora de Belém, no bairro Belém Velho (Zona Sul), com venda de frutas orgânicas e convencionais, flores, produtos coloniais e itens de artesanato, oferecidas diretamente pelos produtores dos bairros Vila Nova e Campo Novo.

Estão expostas no local uvas niágara (branca e rosa), bordô e francesa. Já as ameixas são das variedades rubimel, sanguínea e rainha-cláudia. Outras frutas da estação podem ser adquiridas, tais como melão, melancia, figo e morango – sem contar mel, sucos, geleias, cucas e biscoitos, por exemplo.

O Sindicato Rural da capital gaúcha ressalta que um conjunto de fatores gera uma expectativa positiva em relação à colheita deste ano. Isso inclui o apoio da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Governança Local e Coordenação Política (SMGOV).

“Estimamos que sejam colhidas 130 toneladas de uva e 90 toneladas de ameixa nesta safra”, projeta o presidente da entidade, Cleber Vieira. “A produção deve superar em dez toneladas de cada fruta o total registrado na mesma época do ano passado.”

Feira no Largo Glênio Peres

Já no Largo Glênio Peres (em frente ao Mercado Público), no Centro Histórico, prossegue até fevereiro a feira de uva e ameixa por produtores da zona rural da cidade. As bancas estão ficam abertas das 8h às 18h.

A iniciativa tem atraído movimento constante de consumidores. Nesta semana, o diretor de Articulação Institucional da Secretaria Municipal de Governança Local e Coordenação Política, Djedah Lisboa, conferiu pessoalmente o movimento de consumidores:

“Disponibilizamos este local como ponto de comercialização para facilitar o acesso da população às frutas que são produzidas muito perto daqui. As pessoas estão valorizando e fomentando a agricultura familiar da nossa capital”.

Ele estava acompanhado pelo presidente do Sindicato Rural de Porto Alegre, Cleber Vieira, que destacou a importância desse contato direto entre produtores e consumidores: “Todos saem ganhando. O produtor vende sem intermediários, a um preço mais justo. Já o consumidor compra um produto mais fresco e de melhor qualidade, pois a fruta que vem para a banca é colhida no dia anterior”.

Em conversa com trabalhadores de algumas bancas no Largo Glênio Peres, a reportagem do jornal “O Sul” colheu uma dica importante para a qualidade do produto adquirido no local: chegar mais cedo.

“Com o calor dessa época na cidade, o freguês que compra ameixa, por exemplo, tem mais chances de levar frutas ainda melhores se vier pela manhã”, ressalta uma comerciante. Ela também explica que a fruta vendida em caixinhas tem procura mais intensa nas versões menores, devido ao preço mais em conta. Por esse motivo, são geralmente as primeiras a se esgotar na banca.

(Marcello Campos)

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