Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Em propaganda eleitoral, Rosângela Moro diz que mulheres reduzem a corrupção

A advogada Rosângela Moro, casada com o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, faz sua estreia na política em vídeo que começou a circular nesta quarta-feira (1º). Rosângela deverá tentar ser deputada federal por São Paulo pelo União Brasil, mesmo partido do marido.

No filme de 30 segundos, ela levanta a mesma bandeira política de Moro: o combate a corrupção. “Onde tem mulher, tem mais atenção às causas sociais e menos corrupção”, diz Rosângela.

Rosângela é uma das apostas do União Brasil para puxar votos no Estado, principalmente entre mulheres. Mas embora ela não aprecie ser lembrada como a mulher do ex-juiz, foi classificada como advogada e “esposa de Sérgio Moro” no vídeo de propaganda.

A advogada também fala do combate à corrupção em outro momento, ao dizer que acompanhou o trabalho de Moro enquanto juiz na Operação Lava-Jato. Ela fez uma conexão do tema com a questão das doenças raras, uma de suas bandeiras.

“Eu acompanhei de perto o trabalho do meu marido na Lava Jato e digo: a corrupção tira dinheiro de quem mais precisa. Imagina o drama de mães com filhos portadores de doenças raras e que não tem acesso aos medicamentos.”

Senado

Embora tenha confirmado sua pré-candidatura ao Senado na semana passada, o ex-juiz Sérgio Moro ainda enfrenta resistência no União Brasil para se viabilizar. A principal oposição vem do diretório Paulista, onde o vereador e presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (UB), tem grande influência. O partido, criado após a fusão entre o PSL e o DEM, lançou na terça-feira (31) o presidente da legenda, Luciano Bivar, como candidato à Presidência da República.

Leite ensaiou uma candidatura à vaga do Senado, mas aliados dizem que não é para valer. Além dele, o ex-ministro Henrique Meirelles também é cotado para o Senado. A ala ligada a Leite do partido defende que o ex-juiz seja candidato à Câmara dos Deputados. O argumento é que Moro deve ter uma votação expressiva no Estado, com potencial para ajudar a eleger pelo menos outros cinco deputados. Até mesmo aliados de Moro como o vice-presidente do diretório do União Brasil em São Paulo, o deputado Junior Bozzella, concordam com essa estratégia.

Há também quem veja a candidatura ao Senado como uma estratégia arriscada, pois os senadores não estão sujeitos às mesmas regras de fidelidade partidária que os deputados, podendo trocar de partido a qualquer momento. Dirigentes e parlamentares lembram que o ex-juiz deixou o Podemos de forma repentina, sem avisar a aliados, como o senador Álvaro Dias, ou mesmo a presidente da legenda, Renata Abreu.

Pessoas próximas ao ex-ministro minimizam a resistência à pré-candidatura ao Senado e dizem que ela se restringe a um ou outro quadro do União Brasil. Também afirmam que a vaga está garantida pelo próprio presidente da legenda, Luciano Bivar.

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