Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de setembro de 2026
Segundo funcionários atuais e ex-funcionários da Meta familiarizados com os projetos da companhia, a empresa estaria testando robôs para realizar tarefas dentro de seus centros de dados. A informação foi divulgada pela revista Wired, que afirmou que a iniciativa poderia permitir à companhia reduzir custos com mão de obra, em um momento de aumento dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.
Funcionários entrevistados pela reportagem, que pediram para não ser identificados, afirmaram que a Meta estaria utilizando robôs e equipamentos de diferentes fornecedores, entre eles Watney Robotics, Kinova e ABB.
Entre as atividades que estariam sendo avaliadas está a troca de cabos de rede. A empresa também teria testado o uso de um braço robótico Kinova Gen3 para ligar e desligar servidores ou interromper o fornecimento de energia dos equipamentos.
“Achávamos que nós, que realizávamos tarefas físicas, estaríamos protegidos por algum tempo, mas isso já não é mais verdade”, afirmou um dos funcionários à Wired.
Francis Brennan, porta-voz da Meta, declarou que “os Estados Unidos estão passando pelo maior ciclo de expansão de infraestrutura desde a Segunda Guerra Mundial e há uma grande escassez de trabalhadores qualificados para preencher essas vagas; precisamos de mais trabalhadores, não de menos”.
O diretor sênior de robótica da Meta, Eric Xu, afirmou durante uma conferência no ano passado que os planos de longo prazo da companhia incluem a implantação de robôs nos centros de dados. Segundo ele, o objetivo é agilizar a resposta a incidentes, monitorar as instalações e realizar tarefas de manutenção preventiva.
Defensores desse tipo de automação afirmam que os robôs poderiam assumir atividades repetitivas e perigosas para os seres humanos, além de ajudar a suprir a escassez de mão de obra qualificada em determinadas funções.
De acordo com a Wired, a Meta já utiliza robôs em alguns de seus centros de dados, entre eles os localizados em Iowa e na Virgínia. Esses equipamentos são usados no transporte de materiais e no controle de inventário.
As máquinas, porém, ainda apresentam limitações e precisam da supervisão de funcionários ou da intervenção humana em determinadas etapas dos processos.
Uma das questões levantadas pela reportagem envolve o centro de dados da Meta em Altoona, Iowa, considerado o maior complexo desse tipo da empresa. Inaugurado em 2014, o empreendimento ainda conta com vários anos de isenção do imposto sobre propriedades.
Segundo a Wired, a cidade teria justificado o benefício fiscal pelos empregos gerados na região e pelo prestígio associado à presença da companhia. A reportagem aponta que, caso a Meta amplie a automação de tarefas, o argumento relacionado à geração de empregos utilizado na concessão do benefício poderá ser afetado. (Com informações do La Nacion)