Sábado, 18 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 17 de julho de 2026
Condenado pela sexta vez por violência contra mulheres, o empresário pernambucano Thiago Antônio Brennand Tavares da Silva Fernandes Vieira acumula mais de 54 anos de prisão, em regime fechado, em pelo menos quatro processos que tramitam em São Paulo, por diversos tipos de violências praticadas contra mulheres.
Outras duas condenações ele conseguiu reverter na 2ª instância do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e foi absolvido. Essas ações estão em fase de recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os dois processos somam outros 16 anos de pena sugerida pelos juízes da primeira instância.
A última condenação do empresário aconteceu na segunda-feira (13), em Porto Feliz, no interior de São Paulo, onde o empresário foi sentenciado a 31 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão, além de 3 anos, 2 meses e 6 dias de detenção, por crimes praticados contra uma ex-companheira.
O juiz também determinou o pagamento de R$ 100 mil à vítima por reparação civil. Cabe recurso.
O caso aconteceu em 2022, quando essa vítima relatou ao Fantástico, da TV Globo, ter sofrido agressões, estupro, ameaças de vida e relatou que teve vídeo íntimo divulgado sem consentimento. Ela também disse que foi forçada a tatuar as iniciais de Thiago Brennand no corpo.
Logo outras denúncias de mulheres vieram a público. Atualmente, Brennand é réu em nove processos na Justiça. Em ao menos dois deles, o empresário foi condenado em primeira instância, mas absolvido pelos desembargadores do TJ-SP.
Brennand cumpre pena na Penitenciária II Álvaro de Carvalho, em Potim, no interior de São Paulo.
Ele se casou na cadeia com sua advogada de defesa, Karina de Paula Kufa. Ela perdeu provisoriamente a guarda do filho após se casar com o empresário.
Por meio de nota, a advogada, que agora assina como Karina Kufa Brennand, afirmou que a absolvição foi o “reconhecimento da verdade dos fatos”. Ela diz esperar que nos outros casos em que o empresário também é acusado de estupro “a análise criteriosa das provas demonstre a inexistência de prática criminosa” por parte do empresário.
“Recebemos a absolvição com confiança na Justiça e no reconhecimento da verdade dos fatos. A decisão reforça que acusações precisam estar amparadas em provas e depoimentos consistentes. A isolada palavra da mulher não deve sustentar uma acusação, ainda mais sob a forte suspeita de conluio para fins escusos. Seguimos confiantes de que, nos demais casos, a análise criteriosa das provas demonstrará a inexistência de prática criminosa”, disse Karina.
— As condenações que Brennand tem na Justiça:
* Estupro contra uma mulher norte-americana – condenado inicialmente a 10 anos e 6 meses de prisão. Em 2025, o TJ-SP reduziu a pena, mas manteve a condenação. Em 2026, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a pena original, de 10 anos e 6 meses;
* Agressão contra a modelo Helena Gomes, em uma academia de São Paulo – condenado a 1 ano e 8 meses de prisão. A condenação foi mantida pela Justiça;
* Estupro com emprego de violência física e grave ameaça – condenado a 10 anos e 6 meses de prisão em 2024;
* Agressão, estupro e ameaças em Porto Feliz, obrigando a mulher a fazer tatuagem com suas iniciais – condenado a 31 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão (regime fechado), além de 3 anos, 2 meses e 6 dias de detenção (regime aberto).
— Casos em que que ele foi absolvido na segunda instância:
* Estupro contra uma massagista – condenado a 8 anos de prisão em primeira instância e absolvido na segunda;
* Estupro da estudante de medicina Stefanie Cohen – condenado a 8 anos de prisão em primeira instância e absolvido na segunda. (Com informações do portal de notícias g1)