Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Equipe de transição do novo governo tem quase 300 nomes; veja lista

O comitê de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já conta com quase 283 nomes. E essa conta ainda pode aumentar, porque ainda não foram anunciados nomes para algumas áreas. Segundo a assessoria de imprensa do gabinete de transição, restam nomear ainda os integrantes dos grupos de trabalho da defesa; inteligência estratégica; e centro de governo. A expectativa é que os nomes sejam conhecidos ainda nesta semana.

Em pronunciamento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin ressaltou que sua equipe não ultrapassou o número limite nas nomeações e reafirmou seu compromisso com a lei. “Nós não vamos passar de 50 nomeados. Aliás, nomeamos até agora quatorze. Das 50, só utilizamos 14. Nós temos muito voluntários, o que é muito bom porque você tem maior participação. Nós vamos seguir rigorosamente a legislação”, disse.

Os demais colaboradores poderão exercer funções, ter acesso a documentos, solicitar dados e informações, mas não serão remunerados por isso, apenas terão eventuais custos pagos como diárias e passagens aéreas. No total, segundo o Portal da Transparência, o orçamento federal direciona cerca de R$ 3,2 milhões para gastos com a transição de governo – valor este que precisa de uma prestação de contas.

Coordenador geral do grupo, Alckmin anunciou nessa quarta mais 16 equipes de transição: agricultura; ciência e tecnologia; comunicação social, desenvolvimento agrário; desenvolvimento regional; justiça e segurança pública; meio ambiente; minas e energia; pesca; povos originários; previdência social; relações exteriores; saúde; trabalho; turismo e transparência/integridade/controle. Se destacam na lista os nomes do deputado André Janones (Avante-MG) no grupo de comunicação e as ex-ministras Marina Silva (Rede-SP) e Kátia Abreu (PP-TO) em meio-ambiente e agricultura, respectivamente.

Núcleo principal

Além de Alckmin, fazem parte da coordenação o ex-deputado federal Floriano Pesaro (executiva); a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman (articulação política); Aloizio Mercadante (grupos técnicos); e Rosângela Silva, a Janja, socióloga e esposa de Lula (organização da posse).

Um dos núcleos importantes é o conselho político. Ele é formado por Antônio Brito (deputado federal pelo PSD-BA); Carlos Siqueira (presidente nacional do PSB); Daniel Tourinho (presidente nacional do AGIR); Felipe Espirito Santo (presidente da Fundação da Ordem Social, vinculada ao PROS); Gleisi Hoffmann (Presidente do PT); Guilherme Ítalo (membro da direção nacional do Avante); Jefferson Coriteac (vice-presidente nacional do Solidariedade); José Luiz Penna (presidente nacional do PV); Juliano Medeiros (presidente nacional do PSOL); Luciana Santos (presidente nacional do PCdoB); Wesley Diógenes (porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade); Wolney Queiroz (deputado federal pelo PDT-PE); Eliziane Gama (senadora pelo Cidadania-MA); Renan Calheiros (senador pelo MDB-AL); e Jader Barbalho (senador pelo MDB-PA).

Alguns nomes

Entre os nomes que compõem a transição estão políticos, artistas, ativistas de extrema esquerda, empresários e esportistas. O grupo de Assistência Social, por exemplo, é composto pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), pelo deputado estadual e sociólogo André Quintão (PT-MG), a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Dilma Rousseff, Márcia Lopes, e Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Já o de desenvolvimento social e combate à fome é formado por Bela Gil (culinarista e apresentadora de TV); Reinaldo Takarabe (secretário-executivo do MDB Nacional) e Renato Maluf, doutor em economia e professor da UFRJ.

Também estão presentes na lista Neca Setubal, uma das herdeiras do banco Itaú. Próxima à deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP), ela foi escolhida por conta de sua atuação na área de educação, não por sua relação com o banco. Neca, inclusive, chegou a participar de um encontro liderado pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT) para fazer um raio-X do Ministério da Educação.

O ex-jogador de futebol Raí e medalhistas olímpicos como a ex-jogadora de vôlei Ana Moser, é outro nome que irá compor a transição. Nomes conhecidos da política foram divulgados para os grupos, como o deputado federal eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP), o ex-governador paulista Márcio França (PSB) e o prefeito do Recife, prefeito do Recife, João Campos (PSB). A atriz Lucélia Santos e a cantora Margareth Menezes também são personalidades conhecidas que farão parte da transição.

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