Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 17 de fevereiro de 2026

O Carnaval 2026 na Marquês de Sapucaí teve um dos momentos mais comentados logo na abertura da segunda noite de desfiles. A Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a avenida o enredo “Rita Lee, padroeira da liberdade”, e dentro dele incluiu uma homenagem ao cão Orelha, morto em Florianópolis em janeiro.
O carro alegórico
O carro que retratava Orelha foi construído em grande escala e chamou atenção pela composição. No topo, uma escultura do cão preto em posição de destaque, cercada por figuras de outros animais — cães e gatos — usando óculos coloridos, em referência ao estilo irreverente de Rita Lee. A base trazia elementos ligados ao universo doméstico, como tigelas e ossos estilizados, e painéis laterais mostravam cenas de convivência entre pessoas e animais.
A proposta da escola foi clara: transformar a dor em memória e dar visibilidade à causa animal, conectando o tema ao ativismo de Rita Lee, que frequentemente compartilhava em suas redes sociais o dia a dia acompanhada de seus cães e gatos, sempre se referindo a eles como membros da família.
Reação do público
A homenagem causou forte comoção na Sapucaí. Muitos espectadores se levantaram para aplaudir quando o carro entrou na avenida, e houve quem se emocionasse ao ver a imagem de Orelha cercada por outros animais. Nas arquibancadas, o comentário recorrente era de que a escola conseguiu transformar uma tragédia em um ato de memória e protesto.
Nas redes sociais, vídeos do carro rapidamente viralizaram, com milhares de compartilhamentos e mensagens de apoio. A cena foi apontada como uma das mais icônicas do Carnaval 2026, destacada pela imprensa como exemplo de como o samba pode dialogar com temas sociais e sensibilizar o público. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)