Terça-feira, 10 de março de 2026

Escultor e cirurgião-plástico Paulo Favalli conversa com o público em espaço cultural de hotel no Centro Histórico de Porto Alegre

As conexões entre arte e medicina na trajetória do escultor e cirurgião-plástico Paulo Favalli são tema da edição inaugural de 2026 da série de bate-papos “Roda de Cultura”, produzida pelo Espaço Cultural do Hotel Praça da Matriz (HPM). O convidado interagirá com o público a partir das 18h de quarta-feira (18).

Com clima descontraído e entrada gratuita, o evento tem vagas limitadas, mediante reserva pelo whatsapp (51) 98595-5690. Endereço: Largo João Amorim de Albuquerque nº 72 (a menos de 100 metros do Theatro São Pedro), no Centro Histórico de Porto Alegre.

Inaugurado como imóvel residencial na segunda metade da década de 1920, o palacete do Largo João Amorim de Albuquerque abriga há quase 50 anos o Hotel Praça da Matriz. O empreendimento passou por ampla revitalização há mais de dez anos e, desde então sob o comando da família Patrício desde 2014, hospeda anônimos e famosos, além de abrigar o Espaço Cultural HPM – com foco em exposições, saraus, lançamentos de livros e outros eventos.

Convidado

O que há em comum entre arte e medicina? Para o porto-alegrense Paulo Favalli, 51 anos, a questão vai além dos conhecimentos anatômicos que servem de base à sua dupla atividade. Igualmente fundamentais são a sensibilidade estética e experiências culturais que, colocadas a serviço da escultura, ressaltam a habilidade na reinterpretação da figura humana por meio de peças tridimensionais em bronze, plastilina, cerâmica e materiais como componentes elétricos e mecânicos.

A combinação de segmentos anatômicos a referências diversas (cibernética, arqueologia, ficção científica, história natural) impressionam pela força expressiva de um autodidata que produziu seu primeiro trabalho na modalidade em 2008, aos 34 anos, e só retomaria a produção oito anos depois. Primogênito do casal de filhos de um psiquiatra e de uma professora universitária de Literatura, ele contextualiza seu percurso artístico:

“Já na infância eu era um exímio desenhista, fascinado pelos atlas de anatomia do pai e pelos filmes que assistia com a mãe no cinema. Durante o curso de medicina fazia ilustrações de anatomia sob encomenda para professores, mas nada sério. A escultura surgiu bem mais tarde e se aprofundou a partir de experiências impactantes como um curso imersivo de uma semana com o mestre espanhol Eudald de Juana, no Rio de Janeiro ”.

Em seu atelier no bairro Petrópolis, Favalli contextualiza o hiato de quase uma década entre os primeiros passos e o reconhecimento da obra: “Compromissos profissionais e particulares, como a chegada da paternidade, acabaram determinando essa pausa. Até que chegou o momento em que me senti seguro em fazer da arte não um hobby, mas uma atividade com igual importância em minha vida, mesmo que meu sustento venha da medicina”.

Um impulso à carreira artística se deu em 2017, com o convite do então diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), Paulo Amaral, para que expusesse suas peças na instituição. Logo protagonizaria mostras também no Museu do Paço Municipal e outras instituições.

Algumas de suas melhores peças podem ser conferidas no Hospital Moinhos de Vento, ma sede da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) e no centro Memória e Cultura da Unimed. Em 2025, Favalli foi um dos vencedores do Prêmio Aeergs (na categoria “Exposição Individual”), concedido pela Associação dos Escultores do Estado do Rio Grande do Sul.

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