Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 29 de janeiro de 2026
O ator Bruce Willis, 70, nunca teve consciência de que convive com demência. Diagnosticado em 2023 com demência frontotemporal (DFT), o astro de “Duro de Matar” não teve a oportunidade de assimilar a própria condição, segundo relatou a esposa, Emma Heming Willis, 47, que afirmou se sentir aliviada por ele permanecer sem essa percepção.
Em entrevista ao podcast “Conversations with Cam”, a modelo explicou: “Bruce nunca, nunca teve essa consciência. Acho que é ao mesmo tempo a bênção e a maldição dessa situação: ele nunca ligou os pontos de que tinha essa doença e eu fico muito feliz por isso. Fico realmente feliz que ele não saiba.”
A estrela, que tem duas filhas com o ator, Mabel, de 13 anos, e Evelyn, de 11, revelou que Bruce apresenta um quadro de anosognosia, condição neurológica em que o cérebro não reconhece uma ou mais doenças que a própria pessoa enfrenta, algo comum em pacientes com transtornos neurológicos e psiquiátricos.
“É quando o cérebro não consegue identificar o que está acontecendo com ele, então a pessoa acha que aquilo é o normal”, explicou Emma. “Muitas pessoas pensam que isso é negação, como se a pessoa não quisesse ir ao médico porque pensa ‘estou bem, estou bem’. Mas, na verdade, é a anosognosia que entra em cena. Não é negação. É simplesmente o cérebro mudando. Isso faz parte da doença”, afirmou.
Apesar do avanço da demência, Emma esclareceu que o ator continua “muito presente” e que toda a família tem se adaptado às transformações oriundas da condição. “Nós avançamos junto com ele. Nos adaptamos junto com ele. Ele tem uma forma de se conectar comigo e com nossas filhas que talvez não seja a mesma de antes, mas ainda assim é muito bonita. Ainda é muito significativa. É apenas… diferente. E você aprende a se adaptar.”
A demência frontotemporal é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente as regiões do cérebro responsáveis pelo comportamento, pela linguagem e pela tomada de decisões. A condição pode provocar alterações de personalidade, dificuldades de comunicação e perda gradual da autonomia.