Domingo, 06 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 6 de setembro de 2026
As forças americanas atacaram três petroleiros iranianos depois que navios de guerra da Marinha foram atingidos por mísseis balísticos, informou o Exército dos EUA no sábado, 5, alertando que, “se necessário, destruirá a frota petrolífera limitada e vulnerável do Irã”. Especialistas classificaram a ação como uma escalada perigosa, após ataques anteriores do Irã no mar terem como alvo navios mercantes.
O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, ameaçou neste domingo, 6, responder com mais rapidez e força aos ataques dos EUA. “Os americanos devem ter percebido que a era das respostas proporcionais acabou”, declarou Qalibaf em um discurso transmitido pela mídia estatal.
“Qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irã será respondida com uma resposta mais rápida, mais enérgica e mais dolorosa”, acrescentou.
Os ataques — um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter tentado minimizar o conflito, chamando-o de “insignificante” — mantêm uma nova inclinação para a escalada do conflito após seis meses de guerra intermitente, que começou com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro. Ambos os lados têm buscado infligir danos militares e econômicos, e as negociações têm fracassado.
O comunicado militar americano informou que um porta-aviões e um destróier americanos escaparam de “múltiplos ataques iranianos não provocados” enquanto patrulhavam a região e que nenhum militar americano ficou ferido. Não ficou claro quando os mísseis iranianos foram disparados. O comunicado afirmou ainda que dois navios petroleiros iranianos foram “permanentemente danificados” e o terceiro, que estava vazio, foi destruído.
A declaração dos EUA classificou os petroleiros como parte de uma rede clandestina que ajuda a financiar a poderosa Guarda Revolucionária do Irã e seus aliados armados na região.