Quinta-feira, 05 de março de 2026

Ex-dirigente, advogados e ex-jogador são condenados à prisão por envolvimento em esquema de fraudes contra o Inter

Em sentença proferida nessa quinta-feira (5), a Justiça gaúcha condenou à prisão e pagamento de multa sete acusados de envolvimento em esquema de fraudes que causou prejuízo de mais de R$ 260 mil ao Sport Club Internacional no período de 2015 a 2016. O grupo inclui um ex-vice-presidente jurídico, advogados, um operador financeiro e um ex-jogador colorado.

As penas vão de seis a 14 anos em regime fechado ou semiaberto, conforme a participação de cada réu, e levam em conta também os crimes de lavagem de dinheiro e embaraço à investigação. O veredito é da 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro.

Na origem da ação penal está uma investigação conduzida no Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelo titular da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, Flávio Duarte. A denúncia foi apresentada à Justiça em 17 de setembro de 2020.

Consta no processo que o então vice-presidente jurídico do clube se valeu do cargo para inserir cláusulas fraudulentas em acordos trabalhistas com atletas e contratos de prestação de serviços jurídicos externos. Dessa forma, o Inter foi induzido ao erro e teve recursos desviados em benefício de terceiros.

Somente um dos casos desfalcou os cofres colorados em R$ 138 mil, em valores da época. Em outros dois, as respectivas perdas foram de R$ 70 mil e R$ 52 mil. “Após os estelionatos, os valores foram ocultados e dissimulados mediante repasses a empresas e contas de terceiros, prática que caracteriza lavagem de dinheiro”, detalha o MPRS.

A Justiça também reconheceu a prática de embaraço à investigação de organização criminosa, com produção de documento falso para dificultar a apuração conduzida pela Promotoria, além de tentativas de orientar depoimentos.

Além das penas de prisão e das multas, a sentença acolheu o pedido do Ministério Público para adoção de medidas reparatórias dos danos causados ao Inter. Foi determinada a restituição dos R$ 260 mil desviados, com a devida correção monetária e incidência de juros determinados pela Justiça.

Condenados

O site do Ministério Público gaúcho – mprs.mp.br – não detalha os nomes dos condenados. Menciona, entretanto, a atividade desempenhada na época e o grau de envolvimento nos atos ilícitos, bem como as sentenças de prisão estipuladas para cada um. Confira, a seguir.

– Vice-presidente jurídico do clube: liderou o esquema e foi condenado por estelionato, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação: 14 anos de prisão em regime fechado.

– Advogado de atleta, sem vínculo com o clube, participou da fraude e da ocultação dos valores: dez anos e seis meses de prisão em regime fechado.

– Intermediário externo atuou na dissimulação dos recursos e na obstrução da investigação: nove anos de prisão em regime fechado.

– Ex-jogador que firmou acordo trabalhista aderiu à fraude e à lavagem: seis anos de prisão em regime semiaberto.

– Operador financeiro ligado ao dirigente ocultou a origem dos valores: nove anos de prisão em regime fechado.

– Advogadas contratada pelo clube e que participou de contrato fraudulento e da lavagem de dinheiro: seis anos de prisão em regime semiaberto.

(Marcello Campos)

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