Domingo, 01 de fevereiro de 2026

Ex-engenheiro do Google é condenado por roubar segredos de IA para criar startup na China

Um cidadão chinês que trabalhou como engenheiro de software do Google na Califórnia foi condenado por roubar tecnologia de inteligência artificial da empresa para ajudá-lo a criar uma startup em Pequim.

Um júri composto por 12 pessoas, no tribunal federal de São Francisco, considerou Linwei Ding — que fazia parte de uma equipe responsável por projetar e manter o sistema de dados do supercomputador de IA do Google — culpado de sete acusações de roubo de segredos comerciais e sete acusações de espionagem econômica. O veredicto veio após um julgamento de 11 dias.

Ding pode enfrentar até 10 anos de prisão por cada acusação de roubo de segredos comerciais e até 15 anos pela acusação de espionagem econômica.

O caso é um entre vários que surgiram nos últimos anos contra cidadãos chineses nos Estados Unidos, à medida que as tensões entre os dois países se intensificaram em meio à disputa pela supremacia tecnológica.

O escritório do procurador dos EUA também apresentou processos separados contra dois ex-engenheiros da Apple: um envolve o roubo de dados e o outro, o roubo de segredos do programa de carros autônomos da empresa.

Ding, que começou a trabalhar no Google no início de 2019, pediu demissão repentinamente em janeiro de 2024 — depois de comprar uma passagem só de ida para Pequim. Ele foi preso três meses depois.

Durante o julgamento neste mês no Tribunal Distrital dos EUA para o Norte da Califórnia, o governo apresentou provas de que o chinês, conhecido como Leon, roubou mais de 2.000 páginas de informações confidenciais da empresa em 2022 e 2023.

Segundo o governo, Ding retirou os arquivos da rede do Google e os enviou para sua conta pessoal do Google Cloud. Em seguida, apresentou a investidores a proposta de financiar uma startup que construiria um supercomputador de IA baseado na tecnologia do Google.

De acordo com as provas apresentadas durante o julgamento, Ding se candidatou a um programa patrocinado pelo governo chinês conhecido como plano de talentos, em Xangai. Na inscrição, ele afirmou que pretendia “ajudar a China a ter capacidades de infraestrutura de poder computacional que estejam no mesmo nível do padrão internacional”.

O advogado de Ding, Grant Fondo, do escritório Goodwin Procter, disse que eles ficaram decepcionados com a decisão do júri. Já os promotores federais e o Google elogiaram o júri, afirmando que o veredicto demonstra que o sistema jurídico dos EUA protege as empresas contra roubos.

“O júri enviou hoje uma mensagem clara de que o roubo dessa valiosa tecnologia não ficará impune”, afirmou em comunicado o procurador dos EUA, Craig H. Missakian.

Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de assuntos regulatórios do Google, disse em nota: “Somos gratos ao júri por garantir que a justiça fosse feita hoje.” (Com informações do The New York Times)

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