Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ex-ministro da Justiça e ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal: veja quem já passou ou ainda está na Papudinha, onde Bolsonaro cumprirá pena

O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha, que passou a alojar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), abriga ou já abrigou outras autoridades envolvidas em investigações e processos judiciais. Entre os nomes que estiveram detidos no local estão o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, o ex-vice-governador do Distrito Federal Benedito Domingos e o ex-secretário de Saúde Francisco Araújo.

A transferência de Bolsonaro foi determinada nessa quinta-feira (15) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Até então, o ex-presidente estava custodiado na superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A decisão prevê que ele passe a ocupar uma sala no batalhão da Polícia Militar localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.

A Papudinha é uma área reservada dentro do complexo penitenciário e recebe, em geral, policiais militares presos ou autoridades que, por prerrogativa de função ou condição específica, não ficam em celas comuns. Para o local também foram levados integrantes da antiga cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, investigados por suspeita de omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Esses oficiais foram posteriormente soltos e atualmente aguardam julgamento no STF.

Em 2023, o ex-ministro Anderson Torres foi encaminhado ao 19º Batalhão após ser preso ao retornar ao Brasil, dias depois dos atos de 8 de janeiro. Delegado da Polícia Federal, Torres permaneceu preso preventivamente por cerca de quatro meses. Posteriormente, ele foi condenado na mesma ação que envolveu Jair Bolsonaro, com pena fixada em 24 anos de prisão.

Outro nome que passou pelo batalhão foi Benedito Domingos, que exerceu o cargo de vice-governador do Distrito Federal entre 1999 e 2002, durante a gestão de Joaquim Roriz. Ele ficou aproximadamente seis meses detido na Papudinha em 2016, após ser condenado por corrupção passiva e fraude em licitações relacionadas ao período em que atuou como administrador de Taguatinga, região administrativa do DF. Em razão de problemas de saúde, Benedito Domingos obteve posteriormente autorização para cumprir prisão domiciliar.

Francisco Araújo, então secretário de Saúde do Distrito Federal, também foi levado ao local. Ele foi preso preventivamente em 2020, suspeito de irregularidades na compra de testes para a covid-19 durante a pandemia. Araújo foi solto posteriormente e, em 2023, acabou sendo absolvido das acusações pela Justiça.

A presença de Jair Bolsonaro no 19º Batalhão reforça o histórico do local como espaço destinado à custódia de autoridades e agentes públicos envolvidos em investigações de grande repercussão no Distrito Federal. (Com informações do jornal O Globo)

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