Terça-feira, 25 de junho de 2024

Ex-presidente Bolsonaro pede “trabalho sério” e diz que colabora, “sem viés político”, com integrantes de seu partido, em relação à Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o MST

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nessa quinta-feira (18) que tem aconselhado parlamentares de oposição a fazer um trabalho sério e não procurar “lacrar” na CPI do MST, instalada na Câmara dos Deputados.

“O que eu tenho falado para parlamentares que devem compor é para fazer um trabalho sério. Ninguém chegar lá para lacrar, querer aparecer. É para ficar lá para buscar alternativas”, afirmou Bolsonaro, na saída do Senado, onde esteve no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Com muitos deputados novatos, há uma sensação entre uma ala da oposição ao governo que os embates com os ministros em audiências no Senado estão tendo um efeito reverso e que alguns parlamentares, por irem despreparados, estariam passando vergonha.

“Essa CPI eu colaboro com o pessoal do partido da melhor maneira, sem viés político. Lógico, talvez chegue em quem financie invasão de terras”, completou.

A comissão parlamentar de inquérito que vai investigar as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi instalada na quarta na Câmara. As investigações serão comandadas pela oposição. O deputado Ricardo Salles (PL-SP), que foi ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro, será o relator. O colegiado será presidido pelo deputado Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS), também bolsonarista.

Composição

O primeiro e o segundo vice-presidentes serão os deputados Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Delegado Fábio Costa (PP-AL). Evair de Melo (PP-ES), que foi vice-líder do governo Bolsonaro, será o terceiro vice-presidente. Essa CPI é uma das principais apostas da oposição para criar embaraços ao presidente Lula por causa da relação de proximidade do PT com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) questionou a indicação de Salles como relator. Segundo ela, o deputado tem interesse econômico relacionado à pauta, em razão de ter entre seus financiadores usineiros e madeireiros. “Ele tem interesse ideológico, político e econômico”, disse Sâmia. “A gente sabe que a intenção dessa CPI é tirar foco dos verdadeiros crimes que foram realizados neste país”, afirmou.

Salles já afirmou que “a CPI do MST não é de disputa entre governo e oposição. Vai se debruçar sobre o comportamento do MST, que não necessariamente é o mesmo do governo. Ministros já se posicionaram contra as invasões ocorridas neste ano. Não vamos fazer um trabalho contra o governo, e sim contra os crimes e abusos que determinadas pessoas dentro de um grupo maior estejam praticando”.

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