Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026

Ex-presidente José Sarney critica invasão na Venezuela e elogia a posição do Brasil

O ex-presidente brasileiro José Sarney classificou como “uma barbaridade” a invasão ocorrida na Venezuela e afirmou que o episódio “foi contra todas as regras do direito internacional”.

Em declaração nesta segunda-feira (5), Sarney disse ser “solidário com a posição do Brasil, que reflete exatamente essa condenação”. Segundo ele, a manifestação do governo brasileiro foi “equilibrada” e “constituiu a defesa da democracia e a necessidade de se condenar gestos de violência dessa natureza”.

A ação dos Estados Unidos na Venezuela na madrugada de sábado (3), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, provocou reação de diversos países da América Latina e aumentou a tensão na região.

Posição do Brasil

O Brasil divulgou nota oficial condenando o ato e pedindo respeito às normas internacionais, sem mencionar medidas militares ou sanções.

A nota oficial do Brasil, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou que os ataques “ultrapassam uma linha inaceitável” e configuram “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e ao direito internacional.

Ainda segundo o texto, os bombardeios e a captura do presidente “são o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”, ao afirmar que o multilateralismo foi substituído “pela lei do mais forte”.

O Brasil condenou, na reunião desta segunda-feira do Conselho de Segurança da ONU (Organização de Nações Unidas), os ataques à Venezuela, mas sabe que a reunião não irá mudar a situação no país vizinho.

O governo Lula decidiu fazer uso da palavra para reafirmar sua política tradicional em defesa da soberania das nações e da integridade dos territórios, rechaçando qualquer ato de intervenção externa.

Segundo diplomatas brasileiros, o Brasil deseja pelo menos que a América do Sul não retorne a ser uma região em que prevaleça a “lei da selva” e que a transição de poder na Venezuela seja comandada pelos venezuelanos, mantendo o controle de seus recursos naturais.

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