Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de fevereiro de 2026
Após reunião que definiu a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, o magistrado afirmou que a conversa de mais de três horas com os colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) foi “excelente”.
O martelo foi batido A decisão foi tomada após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, com os colegas da Corte para o apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, que cita o nome de Toffoli.
Na saída da reunião a portas fechadas na presidência do STF, Toffoli passou diante dos jornalistas em silêncio, evitando responder as perguntas sobre se deixaria ou não a condução do caso.
Só respondeu quando um repórter perguntou: “Como foi o clima da reunião”? O ministro declarou apenas: “Excelente. Tudo unânime.”
A reunião começou por volta de 16h30 e foi interrompida por volta de 19h, de acordo com a assessoria do STF. Logo depois, o encontro foi retomado.
Na sequência, os demais dez ministros do STF divulgaram nota em que anunciaram a saída de Toffoli da relatoria.
“A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS (ação de suspeição) e para remessa dos autos ao novo Relator’”, afirma a nota.
A nota diz que, considerando o que está no processo, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição.
“Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 (que trata do assunto) e de todos os processos a ela vinculados por dependência”, diz a nota.
O texto diz ainda que os ministros “expressam, neste ato, apoio pessoal” a Toffoli “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”. Os ministros disseram que Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”, afirma.
Caso
Após o encaminhamento do ofício da PF, um pedido de suspeição contra o ministro foi aberto na Corte. Na resposta, Toffoli negou a suspeição e reforçou nota divulgada na quarta-feira (11). No texto, o magistrado afirmou ter recebido um “pedido de declaração de suspeição” elaborado pela PF para se afastar da relatoria do caso do Banco Master, mas tratou o relatório entregue a Fachin como baseado em “ilações”.
O presidente do STF também enviou o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Além disso, deu ciência da resposta aos demais ministros da Corte na tarde dessa quinta-feira (12). Em meio à crise do caso Master, o presidente STF afirmou no início da sessão de julgamentos que haveria um “diálogo” entre os ministros ainda nessa quinta. (Com informações do jornal O Globo)