Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Exportação brasileira de café alcança receita recorde em 2025

A exportação brasileira de café alcançou uma receita recorde em 2025, de US$ 15,6 bilhões, mesmo com uma queda do volume exportado em relação aos anos anteriores. A informação é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). De acordo com a entidade, o Brasil embarcou 40,049 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos do produto, para 121 países, entre janeiro e dezembro do ano passado.

Foi uma queda de 20,8% em relação a 2024. Uma das explicações para a redução, segundo o Cecafé, foi o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, entre agosto e novembro. A receita de mais de 15 bilhões de dólares, no entanto, foi a maior da história e representou um aumento de 24,1% na comparação com o ano anterior, segundo o Cecafé.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o recorde é resultado do aumento do valor do produto em 2025 e de investimentos do setor em qualidade.

“Tivemos médias mensais de preço maiores em 2025 e nossos cafeicultores, bem organizados, mantêm seus investimentos em tecnologia, inovação e qualidade, o que eleva o patamar dos cafés do Brasil e, consequentemente, o seu valor. Não à toa, somos a única origem do mundo que consegue exportar para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do market share global”, disse.

Um dos motivos para a maior receita foi o aumento do preço do produto. Em 2024, o valor médio da saca de 60 kg foi US$ 248,36. No ano passado, esse valor aumentou para US$ 389,17, impulsionado pela baixa disponibilidade do café no mercado. O ano de 2025 também mostrou uma mudança no topo dos mercados consumidores do café brasileiro, com a Alemanha assumindo o lugar dos Estados Unidos como maior comprador do produto nacional.

O fator principal para a mudança, novamente, foi o tarifaço aplicado pelo governo de Donald Trump. Em todo o ano passado, a Alemanha comprou 5,40 milhões de sacas de 60 kg do café brasileiro, contra 5,38 milhões dos Estados Unidos.

“Nos quase quatro meses de vigência do tarifaço sobre todos os tipos de café do Brasil, e vale lembrar que o solúvel ainda segue taxado, nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55%, majoritariamente afetados por essas taxas”, disse Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

No ano passado, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com 32,3 milhões de sacas vendidas ao exterior. Esse volume equivale a 80,7% do total. A espécie canéfora (conilon e robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,9 milhões de sacas (10% do total), seguida pelo setor de café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%), e pelo segmento de café torrado e torrado e moído, com 58.474 sacas (0,1%).

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