Sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026

Exportação de petróleo do Brasil registra maior volume em 3 anos

O Brasil registrou em janeiro o maior volume de exportações de petróleo em quase três anos, segundo dados oficiais divulgados pelo governo. As vendas externas somaram 10,57 milhões de toneladas no primeiro mês de 2026, um avanço de 13,3% em relação a janeiro do ano passado, impulsionado pela entrada de novas plataformas em campos do pré-sal.

O resultado só fica atrás de março de 2023, quando o país exportou 11 milhões de toneladas, conforme informações da Secretaria de Comércio Exterior. Parte desse aumento se deve à maior produção oriunda de campos como Búzios, Mero e Bacalhau, onde plataformas adicionais começaram a operar ao longo de 2025.

Apesar do crescimento em volume, a receita obtida com as exportações caiu 7,8% no comparativo anual, somando US$ 4,3 bilhões. O recuo está ligado à baixa nos preços internacionais do petróleo, que foram, em média, menores no início deste ano do que no mesmo período de 2025. O preço por tonelada exportada caiu quase 19%, influenciando diretamente o montante arrecadado.

Analistas destacam que a combinação de maior volume e menor preço reflete as dinâmicas atuais do mercado global de petróleo, onde oferta e demanda oscilam em função de fatores econômicos e geopolíticos. Mesmo com as vendas externas mais robustas, o valor total exportado não acompanhou o ritmo do aumento de volume.

Esses números acompanham projeções que colocam o Brasil como um dos principais responsáveis pelo aumento de produção de petróleo na América Latina em 2026. Relatórios de consultorias especializadas apontam para uma produção que deve ultrapassar 4,2 milhões de barris por dia, sustentada pelos investimentos e pela expansão de campos produtores no pré-sal.

A Petrobras teve papel central nesse movimento, com três novas plataformas entrando em operação em 2025, duas no campo de Búzios e outra em Mero. A norueguesa Equinor também começou a produção em seu campo de Bacalhau, reforçando a capacidade produtiva na Bacia de Santos.

O desempenho exportador do país nos primeiros dias do ano mostra como a produção nacional está se consolidando, especialmente no segmento de óleo bruto. Ao mesmo tempo, a queda na receita alerta para a importância dos preços internacionais na equação econômica da exportação de commodities.

Desde 2013, quando a produção nacional de petróleo apresentou um crescimento acentuado, o volume exportado já aumentou quase 5 vezes e o importado caiu aproximadamente 30%. Apesar de ser considerado uma só commodity, cada tipo de petróleo tem qualidades distintas, sendo necessário importar uma parcela para compor um blend mais otimizado para cada perfil de refinaria existente no país. (Com informações do g1, CNN Brasil, InfoMoney e IBP)

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