Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 19 de janeiro de 2026
Uma família da Bahia foi expulsa de um voo no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. O empresário Ivan Lopes, a esposa e duas filhas, incluindo uma criança de 11 anos, seguiam para Salvador quando foram retirados da aeronave após um impasse sobre assentos na classe executiva. Segundo relatos das vítimas, o episódio envolveu acusações de grosseria por parte da tripulação, a intervenção da polícia francesa e um prejuízo estimado em R$ 100 mil para o retorno ao Brasil.
A confusão ocorreu na última quarta-feira (14), quando a família foi fazer o check-in do voo de Paris para Salvador e a companhia aérea ofereceu um upgrade da classe econômica premium para a executiva, por um valor total de 1.500 euros (cerca de R$ 9.370).
Ao embarcar, os tripulantes informaram que um dos assentos da classe executiva estava quebrado e que o passageiro foi realocado na cadeira comprada para a brasileira de 11 anos. A situação se agravou quando a família entrou na aeronave e encontrou outro passageiro ocupando a poltrona supostamente avariada. O ocupante alegou ter sido realocado para ali devido a problemas em seu assento original.
A suspeita da família é de que o passageiro tivesse algum vínculo com a empresa ou com o comandante, dada a proximidade demonstrada durante o embarque.
Em vídeos que circulam pelas redes sociais, é possível ver que o capitão da aeronave chegou a ir falar pessoalmente com a família e deu um ultimato para que eles saíssem do avião. Eles mostram o momento em que o comandante teria retirado o cartão de embarque das mãos da passageira. Houve também relatos de tentativas de impedir a gravação de imagens por parte da família e de outros passageiros.
Diante do impasse, a polícia francesa foi acionada. Após cerca de uma hora de negociação, os quatro membros da família foram retirados do avião. A abordagem policial foi descrita como pacífica, diferentemente da conduta atribuída à tripulação.
Após a expulsão, a família buscou o balcão da Air France para tentar uma reacomodação. A companhia aérea, no entanto, recusou-se a emitir novas passagens gratuitamente. A justificativa apresentada foi de que o atraso causado pela discussão gerou prejuízos operacionais à empresa.
Prejuízo
Sem assistência, Ivan Lopes precisou comprar novos bilhetes em outra companhia aérea para conseguir retornar a Salvador, chegando apenas na manhã de quinta-feira (15). O empresário calcula que, somando as novas passagens, deslocamentos e despesas extras, o prejuízo financeiro gira em torno de R$ 100 mil.
A família contou ainda que pretende processar a Air France por danos morais e materiais, buscando o ressarcimento integral dos valores gastos e reparação pelo constrangimento sofrido internacionalmente. Com informações do portal Metrópoles, O Tempo e g1.