Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 16 de setembro de 2026
O Fed (Federal Reserve) subiu os juros nos Estados Unidos em 0,25 ponto nesta quarta-feira (16), no primeiro movimento aperto da taxa em três anos. Agora, a banda de referência da autoridade monetária está entre 3,75% e 4%.
O resultado vem em linha com o esperado pelo mercado, que agora aguarda pela coletiva do chair do Fed, Kevin Warsh, às 15h30 (horário de Brasília). A decisão do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) ocorre em meio à pressão de preços em todo o mundo, reflexo das disfunções no mercado geradas pelo conflito no Oriente Médio.
A inflação está acima da meta de 2% do Fed há quase meia década e piorou desde o início da guerra com o Irã, em fevereiro. A alta dos juros também ocorre em meio ao aumento dos juros exigidos pelo mercado para os títulos do Treasury, que se mantém pressionado próximo de 5%.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro avançaram ao longo deste ano em meio a uma venda generalizada no mercado global de títulos, elevando os custos de empréstimos para consumidores, empresas e o governo dos EUA.
Nesta terça-feira (15), 92,4% dos operadores consultados pela ferramenta FedWatch, do CME Group, apostavam em uma elevação dos juros nesta reunião. Uma semana antes, essa probabilidade era de 59,4%, ante 33,1% há um mês.
O movimento ocorre diante da persistência da inflação americana e da pressão provocada pelo aumento dos preços de energia. O PCE, índice de preços relacionado aos gastos dos consumidores e considerado a principal referência de inflação do Fed, acumulou alta de 3,7% nos 12 meses até julho.
Os dados mais recentes também reforçaram a preocupação. O CPI, equivalente ao índice de preços ao consumidor, avançou 0,4% em agosto, enquanto o núcleo do indicador, que exclui componentes mais voláteis como alimentos e energia, subiu 0,3%. Já o índice de preços ao produtor acumulou alta de 5,4% em 12 meses até agosto.