Domingo, 03 de maio de 2026

Fenasoja lança pedra fundamental da Casa Portuguesa

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Tecnologia de Santa Rosa, Odaylson Eder, afirmou que o Festival Origens surge como resultado da organização das próprias etnias presentes no município, todas estruturadas como entidades sem fins lucrativos e com regularização jurídica. Segundo ele, essas associações desempenham papel essencial na preservação, valorização e transmissão das tradições culturais que compõem a identidade local.

Ele destacou que o projeto vai além de um evento gastronômico, configurando-se como um movimento de reconhecimento cultural. As etnias atuam de forma contínua ao longo do ano, desenvolvendo atividades que mantêm vivas suas tradições, como aulas de idiomas, apresentações de danças típicas, eventos culturais e ações de integração comunitária. Em alguns casos, há inclusive cooperação internacional para manutenção dessas atividades.

Na avaliação do secretário, o festival dá visibilidade a esse trabalho já realizado pelas comunidades. “O Festival Origens é uma oportunidade de mostrarmos para a nossa própria população aquilo que já faz parte da nossa história e da nossa identidade cultural”, afirmou.

Odaylson observa que, em um contexto de globalização e amplo acesso a diferentes referências culturais, torna-se ainda mais importante valorizar as origens locais. “Vivemos em um mundo onde temos contato com muitas culturas ao mesmo tempo. Nesse cenário, é fundamental que as pessoas saibam de onde vieram, quais são suas origens e o que caracteriza cada uma dessas formações culturais”, disse.

Ele explicou que o Festival Origens foi estruturado para proporcionar uma experiência imersiva ao público. Nas noites temáticas, cada etnia apresenta não apenas sua gastronomia, mas também elementos culturais como músicas, costumes, expressões linguísticas e tradições específicas, ampliando a vivência do público com essas identidades.

O secretário ressaltou ainda o caráter educativo da iniciativa, especialmente entre crianças e jovens, que muitas vezes têm contato com pratos típicos sem conhecer sua origem histórica. “Esse tipo de vivência ajuda a construir uma relação mais consciente com a nossa própria cultura e com as diferentes influências que formam o município”, afirmou.

Outro ponto destacado é o fortalecimento das etnias enquanto instituições culturais organizadas, que mantêm atividades permanentes ao longo do ano. Ele cita iniciativas como o ensino de idiomas tradicionais, entre eles o polonês, além de ações culturais apoiadas por parcerias, inclusive internacionais.

Odaylson confirmou também o lançamento da pedra fundamental da Casa da Etnia Portuguesa, marcado para o dia 6, às 17h30, no Parque das Etnias. O espaço será construído entre a Casa Italiana e a Casa Africana e terá projeto arquitetônico inspirado na Torre de Belém, integrando o conjunto cultural do local.

Segundo ele, esta primeira edição do festival tem caráter experimental, funcionando como projeto piloto com perspectiva de ampliação nos próximos anos. A expectativa é incluir novas etnias, expandir a programação e fortalecer o evento no calendário oficial do município.

“Mais do que um evento, estamos falando de um movimento de reconhecimento da nossa história, da diversidade cultural e do sentimento de pertencimento da nossa comunidade”, concluiu o secretário.

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