Sexta-feira, 15 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 14 de maio de 2026

A Fenasul Expoleite 2026 foi aberta oficialmente nesta quarta-feira (13), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), com discursos firmes em defesa do produtor rural e críticas ao chamado “Custo Brasil”. O evento, que reúne a 19ª Fenasul, a 46ª Expoleite e a 38ª Fenovinos, segue até domingo (17) e conta com investimento de cerca de R$ 1 milhão da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A expectativa é de que esta seja a maior edição já realizada, consolidando a feira como referência no calendário agropecuário gaúcho.
Na abertura, o presidente da Gadolando e da Febrac, Marcos Tang, pediu mais reconhecimento ao trabalho dos produtores de leite e criticou os entraves que reduzem a competitividade do setor. “Esses abnegados trabalham dia e noite. Hoje cedo já estavam ordenhando às seis da manhã”, afirmou. Para Tang, o agronegócio representa “um Brasil que dá certo”, desde que existam condições mínimas para a produção. Ele também destacou que muitos agricultores acabam sendo “criminalizados, mal entendidos e mal interpretados”, apesar de sua relevância para o abastecimento alimentar.
O diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong, reforçou a importância da união entre as entidades do setor em um momento difícil para a agropecuária. “Uma entidade que fecha 99 anos não sabe negar o estribo para nenhum companheiro. Nós estaremos juntos aqui, nessa mini Expointer, onde temos pela primeira vez juntos o setor de ovinos”, disse. Para Schardong, a feira é uma resposta à incompreensão que o setor enfrenta e um espaço para reafirmar a força da agricultura e da pecuária gaúcha.
O governador em exercício, Gabriel Souza, ressaltou o papel estratégico da cadeia produtiva do leite, especialmente pelo vínculo com a agricultura familiar, que representa mais de 90% dos produtores do Estado. “A atividade leiteira precisa ser valorizada não só pelo produto de alta qualidade que produz, mas também pela característica árdua, suada e diária do trabalho dos produtores”, afirmou. Souza também destacou os desafios enfrentados pelo setor, como o endividamento causado por eventos climáticos e a competição desleal com o leite importado via Mercosul.
O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, lembrou que o investimento de R$ 1 milhão na feira representa um marco para o setor. “Estamos entregando, em 2026, a maior feira do primeiro semestre do Rio Grande do Sul, depois da Expointer. Este é um passo estratégico para ampliar oportunidades, fortalecer as cadeias produtivas e consolidar ainda mais o Parque Assis Brasil como referência nacional”, disse. O prefeito de Esteio, Felipe Costella, reforçou a importância da feira como vitrine para o agronegócio e para o empreendedorismo. “Essa feira é construída a muitas mãos. Existe muito esforço, planejamento e dedicação para que a gente consiga entregar uma estrutura desse tamanho e receber bem quem vem até Esteio”, afirmou.
A programação reúne milhares de animais, atrações técnicas, negócios e atividades voltadas ao setor produtivo. A expectativa é de que a edição de 2026 seja a maior da história da Fenasul Expoleite e da Multifeira, fortalecendo ainda mais o Parque Assis Brasil como palco de grandes eventos do agro gaúcho. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)