Quarta-feira, 18 de março de 2026

Fenômeno El Niño deve trazer calor extremo no Brasil no segundo semestre, alerta estudo

O mais recente boletim climático da Administração de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (17) confirma o El Niño para o segundo semestre deste ano, mas alerta para a transição rápida. A Noaa é a principal instituição a monitorar o fenômeno no mundo. O El Niño será no mínimo moderado, e o efeito dado como certo é o calor extremo em todo o Brasil.

Boletim do NOAA aponta para uma probabilidade de 62% para um episódio de El Niño iniciar entre junho e agosto e se manter até o final de 2026. Ainda segundo a agência, a chance sobe para 72% no trimestre entre julho e setembro. Entre agosto e outubro, a probabilidade chega a 80%. No fim do ano, entre outubro e dezembro, a probabilidade de um El Niño ativo chega a 83%.

Nos próximos meses, entre março e maio, a previsão, segundo o NOAA, é de 93% de chances de neutralidade climática, quando não há El Niño ou La Niña. A estimativa cai para 55% entre maio e julho, à medida que o El Niño começa a ganhar espaço.

Os fenômenos indicam as variações de temperatura da porção equatorial do Oceano Pacífico. Durante os períodos de El niño, as águas aquecem 0,5 °C ou mais em relação à média histórica. Quando ocorre um resfriamento igual ou maior do que 0,5°C, chamamos de La Niña.

Em ambos os casos, esta oscilação deve se manter por, pelo menos, cinco trimestres consecutivos para o fenômeno ser oficializado como ativo. Há diversas teorias sobre as variações, mas não há um consenso na comunidade para justificar estes ciclos. O que se sabe com certeza os efeitos de La Niña e El Niño no clima.

Em períodos de La Niña, o tempo costuma ficar mais seco no Sul do país, e as chuvas frequentas migram para o Norte e Nordeste do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, faz mais frio do que o habitual. Durante o El Niño, o oposto ocorre, problemas de estiagem preocupam o Norte e Nordeste e as tempestades o Sul.

“Em termos de chuva, é muito cedo para falar. Nos próximos meses, até junho, a previsão de chuva não é ruim. Pode chover acima da média na parte alta do Amazonas. No restante do país, não dá para dizer neste momento. Mas deve chover mais no Sul e menos no Norte, como em todo El Niño. Sudeste e Centro-Oeste são incertos. Isso não significa a repetição de eventos como o do Rio Grande do Sul. Sempre há risco, mas não motivo para pânico. Neste momento, preocupa mais o risco de incêndios no Norte na estação seca, no segundo semestre. Muito mais importantes do que a chuva, serão os extremos do calor. Estes são certos”, explica o meteorologista Marcelo Seluchi, chefe de operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

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