Domingo, 15 de fevereiro de 2026

Fepam emite licença para obras de melhoria e ampliação do Aeroporto de Santo Ângelo

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emitiu Licença Prévia e de Instalação para Alteração referente ao empreendimento Aeroporto de Santo Ângelo (Noroeste gaúcho), autorizando assim a realização de reformas destinadas à melhoria e ampliação da atual estrutura. O empreendimento está localizado no quilômetro 13 da rodovia RS-049.

De acordo com o órgão regulador, a atividade licenciada refere-se à alteração e ampliação da unidade, que abrange quase 84 hectares de área total. O site fepam.rs.gov.br detalha:

“A licença contempla a ampliação das áreas de embarque e desembarque de passageiros, implantação de acesso coberto, reperfilagem do pavimento do acesso viário, melhorias no estacionamento e instalação de sistemas de tratamento de efluentes sanitários, de modo condicionado ao cumprimento das exigências técnicas, ambientais e legais estabelecidas pela Fepam, bem como às condições e restrições específicas descritas no ato licenciador”.

O Aeroporto Regional Sepé Tiaraju de Santo Ângelo (GEL) é o quarto mais movimentado do Rio Grande do Sul. Com pista de 1.615 metros, recebe voos comerciais regulares, sendo a opção aérea para essa área do mapa gaúcho.

Hidrogênio-verde

No dia 1º de fevereiro, em Vacaria (Região Nordeste do Estado), a Fepam concedeu o mesmo tipo de autorização durante o ato de assinatura do contrato do Projeto Rodoplast, integrante do “Programa de Hidrogênio Verde do Rio Grande do Sul” (H2V-RS).

A licença tem validade até 22 de janeiro de 2031 e autoriza a ampliação do empreendimento para a instalação de uma unidade piloto de tratamento térmico de resíduos sólidos urbanos por meio da tecnologia de pirólise, bem como de uma unidade de produção de hidrogênio de baixo carbono no município.

Na prática, o documento permite a implantação de um novo equipamento de pirólise para processamento do Composto Bio Sintético Industrial (CBSI), proveniente de resíduos sólidos urbanos, com capacidade de até 15 toneladas por dia, em regime contínuo de operação.

O processo gera três principais produtos: biochar, syngás e óleo de pirólise. Este último será utilizado como matéria-prima para a produção de hidrogênio, por meio de um sistema de reforma a vapor e separação por adsorção por oscilação de pressão (PSA), resultando em hidrogênio de elevado grau de pureza.

Também está autorizada a instalação de equipamento-piloto com finalidade experimental, etapa indispensável para a realização de testes técnicos e ambientais que subsidiarão o futuro licenciamento de operação definitiva da planta.

Trata-se de uma tecnologia ainda pouco difundida no País, razão pela qual o processo será acompanhado por uma instituição de pesquisa, a Universidade de Caxias do Sul (UCS), responsável pelo monitoramento dos testes, avaliação dos produtos e subprodutos e controle das emissões atmosféricas.

O empreendimento prevê a implantação de uma estrutura física composta por áreas específicas para o reator de pirólise, tanques de armazenamento do óleo de pirólise, central de GLP, unidade de produção de hidrogênio, balança e guarita, totalizando milhares de metros quadrados de área construída e adaptada para a nova tecnologia. A planta de pirólise será instalada em prédio já existente com quase 2,3 mil metros-quadrados, além de novas áreas para tanques, central de GLP, unidade de hidrogênio e estruturas de apoio.

“Do ponto de vista ambiental, o projeto apresenta ganhos significativos ao integrar a gestão de resíduos sólidos urbanos com a produção de energia de baixo carbono”, salienta a Fundação. “A iniciativa promove a valorização energética de resíduos que, de outra forma, seriam destinados a aterros sanitários.”

A medida deve contribuir para redução do volume de rejeitos, para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa e para o fortalecimento da economia circular. Além disso, o hidrogênio produzido poderá ser utilizado em aplicações de mobilidade sustentável, como o abastecimento inicial de caminhões de coleta de resíduos movidos a hidrogênio, além de aplicações estacionárias para geração de energia elétrica.

(Marcello Campos)

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