Segunda-feira, 13 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de julho de 2026
Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, integra desde 31 de maio de 2002 a lista de grandes traficantes internacionais mantida pelo governo dos Estados Unidos. O líder histórico do Comando Vermelho é monitorado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro americano responsável pela aplicação de sanções econômicas e financeiras.
A inclusão de Beira-Mar ocorreu com base na Foreign Narcotics Kingpin Designation Act (Lei de Designação de Chefes do Narcotráfico Estrangeiro), legislação que permite aos Estados Unidos impor sanções contra pessoas consideradas peças-chave do tráfico internacional de drogas. A medida prevê o bloqueio de bens que estejam sob jurisdição americana e proíbe qualquer tipo de transação financeira entre o investigado e cidadãos, empresas ou instituições dos Estados Unidos.
De acordo com os registros oficiais do governo americano, Beira-Mar permanece na relação de grandes traficantes internacionais há mais de duas décadas. Embora a documentação apresente uma grafia incorreta do primeiro nome do criminoso, as acusações atribuídas a ele são de conspiração e tráfico internacional de entorpecentes.
Investigações conduzidas pela Agência de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA) também apontam que Beira-Mar manteve uma rede de cooperação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) voltada ao envio de cocaína para o mercado americano. Segundo as autoridades dos Estados Unidos, essa estrutura contava com a participação de outros integrantes ligados ao narcotráfico internacional.
Entre eles está Leonardo Dias de Mendonça, apontado como um aliado estratégico de Beira-Mar nas operações investigadas pela DEA. O nome do brasileiro também integra a lista de grandes traficantes internacionais elaborada pelo OFAC, em razão das suspeitas de participação nas atividades da organização criminosa.
A permanência de Fernandinho Beira-Mar na relação de “chefes do narcotráfico” é diferente da classificação adotada mais recentemente pelo governo americano para facções criminosas brasileiras. Enquanto organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho passaram a ser enquadradas pelos Estados Unidos como organizações terroristas, Beira-Mar continua listado na categoria específica destinada a grandes traficantes internacionais, permanecendo submetido às sanções previstas na legislação americana voltada ao combate ao narcotráfico.