Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Filho de Fernandão, ídolo do Inter, homenageia pai no casamento com retrato em cadeira

Filho do ídolo Colorado Fernandão, Enzo Bizzotto fez uma homenagem ao pai no seu casamento. O meia do Vila Nova-GO colocou o retrato do ex-jogador em uma cadeira com a camisa do time gaúcho e uma rosa.

Fernandão morreu aos 36 anos, em 7 de junho de 2014, após a queda de um helicóptero em Aruanã, Goiás. Ele foi capitão do Inter nos títulos da Libertadores e do Mundial de 2006. Formado nas categorias de base do time em que seu pai é idolatrado, Enzo segue os passos dele no futebol.

Nascido em Marselha, na França, com a infância em Porto Alegre, Enzo se viu no meio de uma rivalidade. Não com o Grêmio, mas em Goiânia. Seu pai foi também um dos maiores ídolos da história do Goiás, mas por parte de mãe, o seu avô, Célio Bizzotto, foi presidente do Vila Nova e influenciou o restante da família a torcer para o Colorado.

Seguindo os passos do pai, Enzo retornou ao futebol goiano para atuar na Aparecidense, onde disputou a Série D e conseguiu se destacar.

O volante então olhou para a capital Goiânia e optou por assinar em definitivo com o Vila Nova. A história construída pelo pai, admite, não o atrapalhou.

“Não pensei nisso (idolatria do pai no Goiás). Eu sou o Enzo e ele foi o Fernando. Se fosse assim, eu ficaria limitado a atuar em apenas três clubes no Brasil, que foram os que ele jogou. Não passou nada assim na minha cabeça. Ele fez a história dele, inclusive no rival, e eu estou muito feliz de estar no Vila Nova. Tenho familiares que torcem para o Vila Nova, meu avô foi presidente do clube. Desde pequeno cresci nesses dois opostos da família”, disse Enzo.

Célio Bizzotto foi presidente do Vila Nova no bicampeonato goiano de 1961 e 1962 e vice-presidente no tri de 1963. Com a família vilanovense, Enzo não hesitou em firmar contrato até novembro de 2027 com o Tigre, onde estreou na partida diante do Athletic.

“Meu avô foi presidente e isso puxou o lado da família da minha mãe para o Vila Nova. Cresci em Porto Alegre, aos poucos perdi a relação no estado, mas meus tios, meu avô, minha avó todos torciam para o Vila Nova. Tive um breve contato com ele, ele tinha Alzheimer quando eu era criança, mas tinha os meus primos e tios. Tenho certeza que eles estão felizes hoje”, completou Enzo.

Revelado na base do Inter, onde começou como atacante, mas recusou para ser volante, Enzo brinca sobre o uniforme vermelho, desta vez do Vila Nova.

“Fiz minha base toda no Inter. Minha esposa é do Sul e disse que estava com saudade de me ver de vermelho”, finalizou Enzo.

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