Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de fevereiro de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) evitou confirmar que o ex-ministro Paulo Guedes voltará à pasta da Economia, caso ele seja eleito para a Presidência da República. Em entrevista à Jovem Pan, Flávio disse “admirar o ex-ministro”, mas ponderou ainda ser cedo para indicar um nome para um eventual comando da área econômica em seu governo.
“Converso com o Paulo Guedes, estou à procura de um nome, mas só garanto que ele será melhor que o (Fernando) Haddad, vai ser um ministro que entende de economia. Quem vier terá o objetivo de continuar o trabalho do Guedes. Quando eu falo em tesouraço nos impostos, falo em acabar com a burocracia, deixando as questões ideológicas de lado”, afirmou.
A declaração foi dada no contexto das articulações políticas que vêm sendo feitas pelo senador em torno de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Ao mencionar o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Flávio buscou contrastar sua eventual escolha com a condução da política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De volta ao Brasil na terça-feira (10), após viajar em busca de apoios estrangeiros à sua pré-candidatura à Presidência da República, o senador participou, na quarta-feira, da CEO Conference 2026, evento realizado pelo banco BTG Pactual. Durante sua participação, Flávio abordou propostas relacionadas à área econômica e voltou a mencionar o prometido “tesouraço nos impostos criados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva”.
Segundo ele, a ideia de promover um corte de tributos estaria associada à simplificação de normas e à redução de entraves burocráticos. O senador afirmou que, em sua visão, é possível revisar impostos e procedimentos administrativos sem prejuízo à responsabilidade fiscal, defendendo uma gestão que priorize eficiência e previsibilidade regulatória.
Nesta semana, Flávio também deve buscar orientações do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre disputas regionais que estão sendo travadas em diferentes Estados. Entre os exemplos citados estão articulações políticas no Rio de Janeiro, em Goiás e em Minas Gerais, que envolvem definições de candidaturas e alianças para as próximas eleições.
As movimentações fazem parte da estratégia do senador para consolidar apoios e alinhar o discurso econômico e político de sua pré-campanha. (Com informações do portal da revista Veja)