Sexta-feira, 12 de junho de 2026

Flávio Bolsonaro pede que eleitores “vistam a camisa do Bolsonaro” para torcer pelo Brasil na Copa

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado por aliados como possível candidato à Presidência da República em 2026, convocou apoiadores a torcer pela Seleção Brasileira utilizando a chamada “camisa do Bolsonaro”. O pedido foi feito em vídeo publicado nas redes sociais. Na mesma postagem, o parlamentar acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar “roubar” a bandeira do Brasil.

As declarações ocorreram nesta quinta-feira (11), durante agenda política no Pará. Flávio passou por Altamira e Belém, onde participou de eventos com apoiadores e lideranças locais. O senador esteve no lançamento das pré-candidaturas do deputado federal Éder Mauro (PL-PA) ao Senado e do médico Daniel Santos (Podemos) ao governo do estado.

Durante os compromissos, Flávio utilizou uma camiseta com a frase “A Amazônia é nossa” e discursou sobre temas ligados à soberania nacional, segurança pública e desenvolvimento econômico.

Em um dos eventos, o senador chamou uma criança ao palco e perguntou por que ela gostava do “tio Bolsonaro”. Em resposta, a menina afirmou, emocionada, que admirava a família Bolsonaro porque “eles não são ladrões” e porque “cuidam da nossa família e não permitem que roubem nossas terras”. Flávio agradeceu a manifestação e disse estar cumprindo “uma missão dada pelo presidente Bolsonaro e por Deus” para garantir o futuro das crianças brasileiras.

A Amazônia ocupou parte significativa dos discursos. O senador defendeu o direito à propriedade privada e afirmou que os moradores da região são fundamentais para a preservação da soberania brasileira sobre o território amazônico. Também criticou o PT, acusando o partido de dificultar a atividade de produtores rurais, e prometeu facilitar a concessão de licenças para atividades agropecuárias e de mineração caso seu grupo político retorne ao poder em 2027.

Na área da segurança pública, Flávio voltou a defender o endurecimento do combate às facções criminosas. O senador afirmou ter participado de reuniões nos Estados Unidos para solicitar que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. Ele também acusou o governo Lula de fazer “lobby a favor de traficantes e terroristas”.

Em vídeos divulgados nas redes sociais, Flávio declarou que integrantes dessas organizações criminosas deverão se entregar ou serão “neutralizados pela polícia” caso ele vença a disputa presidencial.

No campo econômico, o parlamentar prometeu estimular investimentos e a geração de empregos, atribuindo as dificuldades atuais à falta de confiança de empresários no governo federal. Também citou a necessidade de ampliar os investimentos em saneamento básico em Belém, relatando ter visto áreas com esgoto a céu aberto durante o deslocamento para um dos eventos.

Os atos políticos reuniram grande número de apoiadores e foram marcados por manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar da mobilização da base bolsonarista, os resultados eleitorais recentes mostram vantagem do presidente Lula no Pará.

Nas eleições de 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro nos dois turnos no estado. No primeiro turno, o petista obteve 52,22% dos votos válidos, contra 40,27% do então presidente. Já no segundo turno, Lula recebeu 54,75% dos votos válidos, cerca de 2,5 milhões de votos, enquanto Bolsonaro alcançou 45,25%, o equivalente a aproximadamente 2 milhões de votos.

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