Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 17 de maio de 2026
O senador Flávio Bolsonaro passou a ser alvo de mais de 20 pedidos de investigação e representações após a divulgação de conversas atribuídas a ele e ao empresário Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil, os pedidos foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR), Polícia Federal (PF), Supremo Tribunal Federal (STF), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).
As solicitações surgiram após reportagens do Intercept Brasil divulgarem áudios, mensagens e documentos relacionados a negociações entre Flávio e Vorcaro realizadas entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. O material trata de recursos destinados ao longa “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
De acordo com as informações divulgadas, o contrato de patrocínio previa R$ 134 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos.
Além dos pedidos de investigação, partidos políticos protocolaram representações no Conselho de Ética do Senado solicitando possível cassação do mandato do senador por quebra de decoro parlamentar. A federação PSOL-Rede e o partido Missão afirmaram ter acionado o colegiado.
Parlamentares aliados ao governo também apresentaram pedidos de investigação sobre possível lavagem de dinheiro, uso irregular de recursos públicos e eventual financiamento eleitoral disfarçado por meio da produção cinematográfica.
Os deputados Lindbergh Farias e Sâmia Bomfim encaminharam pedidos individuais ao STF sugerindo prisão preventiva de Flávio Bolsonaro, alegando risco de destruição de provas, obstrução das investigações e continuidade de supostos crimes.
Já o ministro Flávio Dino determinou a abertura de investigação sobre possível direcionamento de emendas parlamentares para projetos culturais, incluindo o filme “Dark Horse”.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que as negociações com Vorcaro tratavam exclusivamente de recursos privados para produção cinematográfica. A equipe do senador informou que avalia medidas jurídicas e que poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em caso de disseminação de informações consideradas falsas.
O caso também aumentou a pressão no Congresso Nacional pela criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar operações ligadas ao Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro. Com informações do portal JM Online.