Sábado, 11 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 11 de abril de 2026
Apontado como um dos nomes da direita para a sucessão presidencial, o senador Flávio Bolsonaro tem defendido a aprovação de uma anistia ampla como forma de, segundo ele, “zerar o jogo de verdade” no país — e abrir caminho para um novo ciclo político ao lado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em declaração neste sábado (11) durante o lançamento da pré-campanha do deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) ao governo do Rio Grande do Sul, Flávio afirmou acreditar que o Congresso Nacional deve aprovar um projeto de anistia que permita o retorno de brasileiros que, na visão de aliados do bolsonarismo, foram “perseguidos”.
“Todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa com a gente”, disse, em referência à tradicional cerimônia de posse presidencial no Palácio do Planalto – que passará a ocorrer em 5 de janeiro após mudança na legislação eleitoral.
A fala ocorre em meio à retomada do debate sobre anistia no Congresso. A ideia de uma medida ampla e irrestrita não avançou nos moldes defendidos por setores mais alinhados ao ex-presidente, mas voltou a ganhar força com propostas alternativas.
Entre elas está o chamado projeto da dosimetria, que trata da revisão de penas aplicadas a envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O tema entrou novamente na pauta após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcar para o dia 30 de abril a votação do veto à proposta em sessão do Congresso Nacional.
Aliados de Jair Bolsonaro veem na eventual aprovação de medidas no Congresso um caminho político para reabilitar o ex-presidente e reorganizar o campo da direita para 2026. Já críticos classificam a iniciativa como tentativa de reescrever os desdobramentos institucionais dos ataques às sedes dos Três Poderes.
Nesse contexto, a defesa da anistia tem sido incorporada ao discurso de pré-candidatos, como Flávio, que apostam no tema como elemento de mobilização política e de construção de narrativa para a próxima disputa presidencial.